A cadeia pública de Arapongas vive situação insustentável. A superlotação e os problemas estruturais são antigos, provocando um clima de tensão permanente no local. Somente a construção de um novo presídio pode resolver essa situação.
Na madrugada de segunda-feira, um exemplo dessa insegurança na cadeia de Arapongas. Vinte e seis presos fugiram pelo solário. Até o final da tarde de ontem, nenhum detento havia sido recapturado.
Esta foi a primeira fuga registrada neste ano. No entanto, a unidade registra várias tentativas com frequência. A maioria não chega a conhecimento público. No ano passado, presos escaparam da unidade em quatro oportunidades, duas somente em setembro.
Os moradores de Arapongas, principalmente da região da cadeia pública, sentem-se inseguros. Uma fuga em massa, como a registrada na segunda-feira, aumenta ainda mais a tensão entre a população.
A situação do local é absurda. A capacidade da cadeia é de 40 presos, mas mais de 200 se apertam nas celas. A situação é insalubre para os encarerados, o que também é inaceitável.
A situação de Arapongas, infelizmente, se repete em outras unidades. Apucarana e Ivaiporã, principalmente, enfrentam situações semelhantes, com superlotação e péssimas condições estruturais.
Em Arapongas, o município vem se mobilizando há anos para construir um Centro de Detenção Provisória (CDP). O problema no local é histórico e, em muitas oportunidades, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) arrecadou dinheiro com comerciantes e empresários da cidade para promover reformas na atual cadeia. No entanto, esses “remendos” não funcionam mais. Passou da hora de resolver essa questão.
A Prefeitura de Arapongas já cedeu um terreno para obra, no entanto, o projeto foi reprovado e tudo voltou à estaca zero na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-PR). É um projeot que precisa avançar, diante da necessidade local e da insegurança.
O governo do Estado tem um grande desafio na questão carcerária. O problema registrado na região ocorre em praticamente todo o Paraná, com herança de um passado de poucos investimentos na área. No entanto, é preciso encarar esse problema de frente.