OPINIÃO

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Um alerta para a saúde da região

Da Redação

| Edição de 11 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Em um ano, o índice de mortalidade infantil da região cresceu 48%. A taxa de óbitos infantis saltou de 9,57 óbitos por mil nascidos vivos em 2014 para 14,15 no ano passado. Em números absolutos, foram registrados 5.225 nascidos vivos e 50 mortos no ano retrasado contra 5.159 nascidos vivos e 73 óbitos em 2015 nos municípios da região. Os números revelam ainda que dos 17 municípios da área da 16ª Regional de Saúde, nove registraram taxas maiores entre um ano e outro, o que impactou no índice regional.
Os dados por si só são alarmantes. A redução da mortalidade infantil é uma meta de saúde pública e também um indicador da melhoria de qualidade de vida da população.
O fato de que a maioria dessas mortes poderia ter sido evitada é o viés mais preocupante da notícia. Levantamento da 16ª Regional de Saúde concluiu que 70% dos óbitos poderiam ter sido evitados.
Ou seja, a principal causa dessas mortes foi fruto de desrespeito em relação aos protocolos de saúde adotados exatamente para prevenir as mortes maternas e infantis. Protocolos que incluem medidas aparentemente simples como como número mínimo de consultas, exames, orientações às gestantes e vacinas.
Em saúde pública, como se sabe, a prevenção quase sempre é o melhor remédio. Um pré-natal bem conduzido detecta problemas no início e evita a hospitalização das gestantes, bem como partos prematuros, grandes responsáveis pelas mortes de bebês.
Os números fizeram um alerta, cabe agora às autoridades responsáveis uma resposta imediata a esses índices. É preciso unir forças e dar a importância merecida ao pré-natal e acompanhamento das gestantes, que deve partir da primeira visita da gestante a unidade de saúde.
É inadmissível que mesmo sob a criação de um protocolo unificado para atendimento de gestantes, o Mãe Paranaense, que tem investido no reforço a hospitais e maternidades, mortes evitáveis de bebês continuem ocorrendo, pior, em índices crescentes. Não se garantir a saúde de gestantes é comprometer o futuro da região.