POLÍTICA

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Bolsonaro ignora guerra e ministério defende diálogo

DA REDAÇÃO

| Edição de 25 de fevereiro de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

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Ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, seu provável candidato ao governo de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) liderou uma “motociata”, caminhou entre apoiadores, defendeu seu governo e não fez qualquer referência à crise da Ucrânia, nesta quinta-feira, em São José do Rio Preto, no interior paulista.

Durante a visita, que teve clima de campanha, o presidente evitou a imprensa e, sem citar a invasão da Ucrânia pelas tropas da Rússia, criticou o regime comunista. “Comunismo é um fracasso, socialismo é uma desgraça. Nós somos a maioria, nós vamos mudar o destino do Brasil”, disse, em discurso a apoiadores.
Na viagem que fez à Rússia, na semana passada, o presidente brasileiro manifestou “solidariedade” a Putin em relação à crise com a Ucrânia.
A manifestação gerou mal-estar diplomático por ser contrária à tradicional postura de neutralidade do Brasil em conflitos internacionais. 
Após o encontro com o presidente russo, Bolsonaro chegou a afirmar que “coincidência ou não” parte das tropas deixou a fronteira com a Ucrânia - o que não aconteceu de fato, como mostram os ataques desta madrugada.
Já o Ministério das Relações Exteriores se pronunciou nesta quinta-feira sobre o ataque da Rússia contra a Ucrânia e afirmou participar de diálogos para “uma solução pacífica”. O Itamaraty afirma que está acompanhando a situação no Leste Europeu “com grave preocupação”. “O Brasil apela à suspensão imediata das hostilidades e ao início de negociações conducentes a uma solução diplomática para a questão, com base nos Acordos de Minsk e que leve em conta os legítimos interesses de segurança de todas as partes envolvidas e a proteção da população civil”, diz trecho da nota. (ESTADÃO CONTEÚDO)