A Comissão Especial do Impeachment aprovou ontem o relatório final do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável à saída definitiva da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), do cargo. Foram 14 votos a favor do parecer e apenas cinco contrários.
O relatório será agora analisado pelo plenário do Senado na próxima terça, em uma votação prévia chamada de “pronúncia do réu”. Nesta etapa, os parlamentares decidem se a presidente se torna ré de fato e a acusação expõe o fato criminoso para a condenação da petista.
Se for aprovado por maioria simples no plenário, ou seja, por 41 dos 81 senadores, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, marcará a data para o julgamento final. A expectativa é de que ele comece entre os dias 25 e 26 de agosto e dure cerca de cinco dias.
O ministro, no entanto, já avisou aos senadores que não irá convocar sessões para o fim de semana. Para que Dilma seja afastada definitivamente do cargo, é necessário que 54 senadores votem pelo impeachment.
Antes da votação do relatório, 22 senadores entre titulares e suplentes falaram por até cinco minutos cada um. A sessão durou quase três horas e foi marcada por discussões entre os integrantes do colegiado e discursos inflamados.
O senador Wellington Fagundes (PR-MT) foi o único titular que não compareceu por motivos pessoais. O presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), também não votou. Para facilitar a votação, Lira abriu o painel eletrônico para o registro dos votos ainda durante os discursos.