Deputados de oito partidos políticos protocolaram na tarde de ontem representação pedindo que a Procuradoria-Geral da República investigue o caso envolvendo a carta de renúncia do deputado Vinícius Gurgel (PR-AP) ao Conselho de Ética da Câmara.
A Folha de S.Paulo mostrou nesta quarta que dois laudos grafotécnicos sustentam ser falsa a assinatura da carta, usada em uma operação para tentar barrar o processo de cassação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Dezessete deputados assinam a representação, que é endereçada ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O Conselho de Ética também deve investigar o caso.
Na representação, os deputados anexaram os laudos e afirmam que Gurgel entrou em contradição ao explicar o caso. Pedem investigação sobre possível crime de falsidade ideológica.
USO DE ÁLCOOL
Gurgel afirma que a assinatura é sua. Em declarações não muito claras sobre o caso, ele diz em linhas gerais que eventuais discrepâncias na firma se dariam pela combinação da ingestão de álcool e remédios “tarja preta”.
Os peritos que assinam os laudos sustentam que as discrepâncias não têm nenhuma relação com eventuais alterações decorrentes da ingestão de álcool ou medicação controlada.