POLÍTICA

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Dilma é vaiada ao defender CPMF

Folhapress

| Edição de 03 de fevereiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A presidente Dilma Rousseff fez um apelo direto a deputados e senadores ontem para que o Congresso auxilie o seu governo a retomar o crescimento da economia do País.

“Espero ao longo desse ano contar mais uma vez com a parceria do Congresso para fazer o Brasil alcançar patamares mais altos. [...] Preciso da contribuição do Congresso para dar sequência à estabilização fiscal e assegurar a retomada do crescimento. Esses objetivos não são contraditórios”, disse.

“Neste ano legislativo, queremos construir mais uma vez com o Congresso uma agenda priorizando as medidas que vão permitir a transição para uma reforma fiscal”, acrescentou.

Imagem ilustrativa da imagem Dilma é vaiada ao defender CPMF

Dilma foi vaiada três vezes por deputados e senadores, principalmente da oposição, ao pedir a aprovação da proposta de recriação da CPMF e a aprovação da DRU (Desvinculação de Receitas da União).

Ela já pediu aos parlamentares ajuda para que o Congresso avance na análise de propostas que possam ajudar na recuperação da economia. A presidente citou a necessidade de se tomar medidas temporárias para atingir tal objetivo. Neste momento, ela citou a aprovação das duas matérias polêmicas e foi vaiada.

A presidente citou iniciativas governamentais aprovadas no Legislativo, como mudanças de regras no seguro desemprego e no abono salarial. Segundo ela, a visão do governo federal é “reformar para preservar programas sociais e investimentos”. A crise econômica, afirmou, é um momento “muito doloroso” para ser desperdiçado.

Ao chegar ao Congresso, Dilma foi recebida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A presidente chegou à Câmara escoltada pelos ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Edinho Silva (Comunicação Social). No final da rampa, esperavam a petista mais doze ministros.