POLÍTICA

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Eleição da presidência da Câmara vira "guerra" interna

Folhapress

| Edição de 09 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Diante da incerteza sobre o dia da eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados, líderes aliados a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) assinaram ontem um ofício no qual pedem a convocação de uma reunião da Mesa Diretora para a próxima segunda com o intuito de garantir que a votação para escolha do sucessor do peemedebista ocorra na terça (12).

Após a renúncia de Cunha, aliados correm para eleger um sucessor fiel ao deputado afastado de forma a garantir um nome “de confiança” na presidência quando a cassação do peemedebista chegar ao plenário.

Anteontem, uma decisão do colégio de líderes estabeleceu que a eleição ocorrerá na terça, a partir das 13h59. A data contraria a convocação feita horas antes pelo presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), para quinta, 16h.

Imagem ilustrativa da imagem Eleição da presidência da Câmara vira "guerra" interna

O Diário Oficial da Câmara trouxe, em sua edição desta sexta, as duas decisões publicadas. Maranhão garantiu, no início da tarde, que a decisão cabe a ele e, portanto, a eleição seria na quinta, mas não deixou claro se invalidaria a sessão de terça, convocada pelo colégio de líderes.

REUNIÃO

Com esse cenário, aliados de Cunha se reuniram e decidiram convocar a reunião da Mesa. A ideia é que, por maioria, a Mesa invalide o ato de Maranhão que convoca a eleição para quinta e, assim, garantam, como querem, que o sucessor do peemedebista seja escolhido no início da próxima semana.

A guerra de forças para definir quando será a eleição tem sobrado até para os funcionários da Casa. Na manhã de ontem, alguns deles começaram a montar as cabines de votação no plenário, com as urnas eletrônicas. Maranhão mandou que tudo fosse recolhido.

Para Rogério Rosso (PDS-DF), um dos nomes mais cotados, isso indica a disposição de Maranhão de protelar a eleição somente para depois do recesso branco, em agosto. “Tudo leva a crer que não teríamos eleição nem na quinta”, afirmou.