POLÍTICA

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‘Fortune’ coloca Moro como ‘líder mundial’

Folhapress

| Edição de 25 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A revista norte-americana "Fortune" incluiu o juiz federal Sergio Moro entre um dos maiores "líderes" capazes de transformar o mundo. A publicação citou Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, como o "protagonista de uma edição real de 'Os Intocáveis'". Ele é o 13º na lista em lista de 50 nomes, que inclui também o papa Francisco (4º), a premiê alemã Angela Merkel (2ª) e o fundador da Amazon, Jeff Bezos (1º).

A revista afirma que o caso ameaça a presidente Dilma Rousseff (PT) de impeachment e prejudicou a reputação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para a "Fortune", a Lava Jato vem colocando "no passado" a longa endemia da corrupção pela América Latina.

O juiz paranaense aparece logo à frente do vocalista do U2, Bono Vox (14º), e dos astros da NBA Stephen Curry e Steve Kerr (15º). Além disso, Moro está melhor do que o presidente da Argentina, Mauricio Macri (26º), e o apresentador americano John Oliver (30º).

Imagem ilustrativa da imagem ‘Fortune’ coloca Moro como ‘líder mundial’

LULA NO STF

Moro determinou na quarta-feira o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de parte da investigação da Operação Lava Jato que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parentes e pessoas ligadas a ele. O juiz de Curitiba cumpriu determinação do ministro Teori Zavascki. Na última terça-feira (22), o ministro mandou suspender a apuração e cobrou explicações de Moro sobre a decisão que retirou o sigilo das interceptações envolvendo Lula e a presidenta Dilma Rousseff.

Em despacho, Moro determinou remessa de todos os procedimentos investigatórios que envolvem o ex-presidente e decidiu que o material colhido nas buscas e apreensões realizadas pela Operação Aletheia, que investiga Lula, continue armazenado na Polícia Federal para que fique à disposição da Corte.

SIGILO

Ontem, Moro colocou em sigilo os documentos relativos à investigação sobre o funcionamento de um departamento dedicado ao pagamento de propina na Odebrecht, alvo da 26ª fase da Lava Jato. As razões do aumento do grau de sigilo são as conexões com uma outra investigação sobre a Odebrecht e o marqueteiro das campanhas de Dilma Rousseff, João Santana, onde foram anexadas as planilhas que descrevem supostos pagamentos a mais de 300 políticos no país.