POLÍTICA

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Maioria no Senado é favorável ao impeachment

Folhapress

| Edição de 12 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Maioria dos discursos dos senadores na sessão de ontem do Senado Federal foi favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A lista tinha 68 senadores inscritos para falar, além do relator do processo no Senado, Antônio Anastasia (PSDB-MG), e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.

A sessão, que estava marcada para as 9 horas da manhã, começou com uma hora de atraso e já teve intervenções do PT logo no início, que apresentou questionamentos e pedidos de suspensão dos trabalhos até que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, analisasse a ação da defesa de Dilma sobre a reviravolta do impeachment dos últimos dias.

Imagem ilustrativa da imagem Maioria no Senado é favorável ao impeachment

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RN) negou todas as tentativas de intervenção na sessão, alegando que cumpriu tudo o que está previsto no regimento, na lei 1.079/50, que regulamenta o impeachment, e a Constituição Federal, bem como o rito imposto pelo STF.

A primeira a discursar foi a senadora Ana Amélia (PP-RS). Na Câmara, o partido da senadora orientou voto a favor do impeachment de Dilma. Ao falar, ela citou os níveis de desemprego, taxa de juros e inflação e afirmou que “é nessa hora que a população sabe o preço e o curso das tais pedaladas fiscais”.

Mencionando o pronunciamento do papa Francisco, que pediu ontem “paz e harmonia” ao falar da situação do Brasil, a senadora completou: “Precisamos de paciência, serenidade e responsabilidade”.

O senador José Medeiros (PSD-MT) avaliou que as pedaladas fiscais “varreram a sujeira para debaixo do tapete”. “Os tempos são tão difíceis quanto democráticos”, disse, criticando ainda o que chamou de “chincanas e manobras” para tentar barrar o processo.

Para o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), não há mais volta para o processo de impeachment que só ocorreu por “irresponsabilidade” da presidente da República. “Dilma perdeu todas as oportunidades e agora é tarde. Com a mesma teimosia, a mesma inépcia, a mesma irresponsabilidade, escorada em chamados movimentos sociais que são a expressão de um radicalismo que o povo não admite, não aceita”.

Ex-ministra do governo Dilma, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) disse não duvidar de que há indícios suficientes para que a presidente seja afastada do cargo. “Estou convencida do crime de responsabilidade cometido pela presidente da República. A gravíssima situação brasileira pede ações refletidas, porém rápidas. Temos que recuperar e criar empregos, investir em tecnologia e educação de qualidade”.

Até o fechamento desta edição, os parlamentares continuavam discursando. A votação estava prevista para ocorrer no início da madrugada.