POLÍTICA

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Prefeituras divergem sobre meio período

Renan Vallim

| Edição de 07 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Prática realizada em anos anteriores como forma de cortar gastos e terminar o ano com as contas melhor equilibradas, a abertura em apenas meio expediente nas prefeituras para este final de ano está longe de ser um consenso no Vale do Ivaí. Enquanto alguns prefeitos defendem esse recurso, outros são terminantemente contrários, justificando que o valor poupado gera redução do atendimento à população e causa pouco impacto no orçamento.

Das 18 prefeituras consultadas durante a reunião da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) realizada na última sexta-feira em Ivaiporã, seis confirmam a possibilidade de recorrer a esse recurso: Borrazópolis, Arapuã, Califórnia, Cruzmaltina, São Pedro do Ivaí e Grandes Rios. No entanto, nenhuma das prefeituras trata a decisão como definida.

Imagem ilustrativa da imagem Prefeituras divergem sobre meio período

A prefeita de Califórnia, Ana Lúcia Mazeto Gomes (PSDB), é uma das que mais defende o fechamento em meio expediente da administração municipal, salvo serviços essenciais, como Saúde e Saneamento Básico. “Acredito que esse recurso é oportuno. A situação de boa parte das administrações municipais, como muitos sabem, é caótica, com queda nos repasses do Governo Federal. Por isso, toda economia é bem-vinda”, diz.

No entanto, os prefeitos que pensam em aderir ao meio expediente neste final de ano esperam o apoio da própria Amuvi. “Seria ótimo para equilibrar as contas. No entanto, seria fundamental o apoio de toda Amuvi, para que não haja um desgaste desnecessário entre os prefeitos que optarem por esse artifício. Os municípios unidos são mais fortes”, destaca José Maria dos Santos (PSDB), prefeito de Cruzmaltina.

Entre as prefeituras que não devem alterar os horários de funcionamento, grande parte delas dará férias coletivas aos funcionários, com início a partir de meados de dezembro. Esse cronograma segue o calendário do Governo Estadual. O prefeito de Faxinal, Adilson Silva Lino (PDT), não irá aderir à medida. “Não acho que isso vai ajudar a economizar muita coisa. Além do mais, a população vai cobrar, além de poder ter algum tipo de implicação legal. Temos que cobrar dos deputados mais apoio aos municípios. Creio que isso sim seria mais efetivo para ajudar as prefeituras”.

Já o suporte da Amuvi, solicitado pelos prefeitos favoráveis à medida, não deve acontecer, segundo o presidente da entidade e prefeito de Ivaiporã, Luiz Carlos Gil (PMDB). “Fechar ou não, isso cabe a cada prefeitura. Nós já indicamas alternativas para corte de gastos. A Amuvi não tomará partido quanto a isso, deixando que cada município decida o que é melhor para si”, diz.