Presos há um mês, o publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, foram denunciados pelo Ministério Público Federal após serem investigados pela Operação Lava Jato.
Os detalhes da denúncia estão sob sigilo porque o juiz Sergio Moro decidiu remeter todo o caso para o Supremo Tribunal Federal diante das menções a autoridades com foro privilegiado na investigação.
Foi denunciado (acusado formalmente) ainda o lobista Zwi Skornicki, que também foi detido na fase Acarajé, junto com Santana e Mônica. Se a Justiça aceitar a denúncia, os três viram réus.
Em despacho publicado ontem, Moro disse que "a cautela recomenda" que os autos fossem remetidos ao Supremo. Mas disse que a corte pode, se assim entender, cindir as apurações e devolver a parte referente ao casal à primeira instância.
Santana foi marqueteiro do PT nas últimas três campanhas presidenciais.
Na semana passada, a Polícia Federal indiciou Santana e Mônica sob suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, ligados a desvios na Petrobras.
Existe a suspeita de que o casal tenha recebido no exterior pagamentos por campanhas eleitorais no Brasil. Uma das fontes suspeitas desses repasses é a Odebrecht