De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 334.855 eleitores vão às urnas hoje em todo o Vale do Ivaí e Arapongas. O número é 0,3% maior do que no pleito municipal anterior, em 2012, quando 333.821 eleitores estavam aptos a votar.
O maior número de eleitores está em Apucarana, que registrou 86.846 pessoas. Em seguida está Arapongas, com 82.043 eleitores. Ivaiporã (24.550), Jandaia do Sul (16.647) e Faxinal (12.232) aparecem na sequência.
Ao todo, 70 candidatos disputam as 27 prefeituras da região. O número é o mesmo das últimas eleições. O atual prefeito busca a reeleição em 16 cidades: Apucarana, Arapongas, Ariranha do Ivaí, Borrazópolis, Califórnia, Grandes Rios, Jandaia do Sul, Kaloré, Lunardelli, Marumbi, Mauá da Serra, Novo Itacolomi, Rio Bom, Rio Branco do Ivaí, Rosário do Ivaí e São João do Ivaí. Esse número corresponde a um índice de 59,3% dos municípios.
A disputa pelo Executivo municipal é mais acirrada em Cambira, única cidade da região com mais de três candidatos na disputa. O município está realizando a terceira em quatro anos, uma vez que por conta da cassação do diploma da prefeita eleita em 2012, Neusa Belini, o município teve novas eleições no ano passado. Hoje são cinco candidatos na disputa do pleito.
No resto da região, são 13 cidades com três candidatos a prefeito e outras 13 com dois.
Já para as câmaras legislativas, são 1.684 candidatos, número 7,3% menor do que em 2012. Cidade com mais cadeiras no Legislativo municipal (15), Arapongas tem a disputa mais acirrada, são 242 candidatos a vereador, com índice geral, sem levar em conta o quociente eleitoral, de 16,1 candidatos por cadeira.
Apucarana, com 11 cadeiras, tem 137 candidatos, índice de 12,4 por vaga. O restante dos municípios possui nove cadeiras, sendo Ivaiporã a cidade com maior número de candidatos: 93, índice de 10,3 por vaga. A cidade com menor número de candidatos a vereador é Kaloré, com 27 postulantes. O índice do município ficou em três candidatos por vaga, o que significa que, no município, um terço dos candidatos será eleito.
O sociólogo e professor do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Antônio Marcos Dorigão, aponta algumas peculiaridades do pleito deste ano. “Acho que todos puderam observar uma campanha menos barulhenta, com mais corpo-a-corpo. Acredito que a lei de redução dos gastos públicos e a proibição de doações empresariais a campanhas ajudou a moldar esse cenário”, afirma.
Outra mudança, segundo ele, foi a tentativa de desvinculação dos candidatos em relação aos partidos. “A crise política respingou em todos os partidos. Com isso, pudemos observar muitos candidatos, de siglas diversas, ocultando muitas vezes a sigla do partido, o símbolo e até mesmo as cores”.
Dorigão acredita que essa prática é negativa. “O partido é, em essência, uma organização que segue e defende um projeto de sociedade, uma ideologia. Isso se perde quando o partido é ocultado nas campanhas, confundindo o eleitor e tornando os ideais dos candidatos menos transparentes. Eles fazem propostas genéricas, não dizem o que defendem e, sem ideologia clara, podem mudar de posicionamento”.
Neste ano, uma das principais novidades nas zonas eleitorais da região é a biometria. Os eleitores dos municípios pertencentes à Comarca de Apucarana, que abrange ainda Cambira e Novo Itacolomi, terão que ter suas impressões digitais confirmadas para poderem votar. Todas as seções eleitorais contarão com o equipamento necessário para fazer a leitura da impressão digital dos eleitores.
Para que isso fosse possível, um mutirão de recadastramento de eleitores foi realizado. Por conta de várias pessoas que não compareceram ao recadastramento, Apucarana teve queda no número de eleitores.