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Unicef promove mais de 1 milhão de oportunidades para jovens no país

(via Agência Brasil)

| Edição de 17 de dezembro de 2025 | Atualizado em 17 de dezembro de 2025

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A iniciativa Um Milhão de Oportunidades (1MiO), promovida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alcançou a marca de 1.294.165 oportunidades de formação profissional, aprendizagem, estágio e emprego formal para adolescentes e jovens de 14 a 29 anos em situação de vulnerabilidade no Brasil desde seu início, em 2020.

O relatório, divulgado nesta quarta-feira (17) pelo Unicef, revela que 473.501 adolescentes e jovens completaram cursos voltados ao desenvolvimento de habilidades para o mercado de trabalho através do 1MiO, enquanto 820.664 conseguiram vagas de aprendiz, estágio e emprego formal.

O objetivo é proporcionar acesso a oportunidades de formação profissional, trabalho decente e participação cidadã. Para isso, a iniciativa opera em parceria com o poder público, empresas, sociedade civil e os próprios jovens. A plataforma digital da iniciativa é o ponto central por onde passam as oportunidades e os parceiros.

Perfis Prioritários

O público-alvo totaliza 12 perfis prioritários, incluindo:

  • Pretos e pardos,
  • Indígenas,
  • Quilombolas,
  • Jovens com deficiências,
  • LGBTQIAPN+,
  • Jovens mães,
  • Moradores de periferias urbanas e zonas rurais,

“Trabalhamos para que as empresas e governos tenham processos e protocolos de contratação, retenção e desenvolvimento de jovens em situação de vulnerabilidade. Com as redes de Educação públicas, atuamos fortalecendo a discussão sobre projeto de vida e desenvolvimento de habilidades e competências para o mundo do trabalho”, afirmou Mônica Dias Pinto, chefe de Educação do Unicef no Brasil.

Desafios Persistentes

No entanto, a entidade avalia que alcançar o número de 1 milhão de oportunidades não significa que os desafios da inclusão produtiva no Brasil estejam resolvidos. De acordo com a PNAD Contínua Educação, de junho de 2025, 8,9 milhões de adolescentes e jovens entre 15 e 29 anos não estudam nem trabalham no país.

“Historicamente, o desemprego entre os jovens é o dobro da média da população. Isso é ainda mais intenso entre adolescentes e jovens do sexo feminino, assim como entre jovens negros, com deficiência e de outros perfis prioritários para o 1MiO. Ainda temos a maior geração de jovens da nossa história, são 48,6 milhões entre 15 e 29 anos, e temos uma janela de algumas décadas para desenvolver todo esse potencial”, disse Mônica.



Com informações da Agência Brasil