ECONOMIA

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Indústria de alimentos e bebidas cresceu 8% em 2025, diz Abia

(via Agência Brasil)

| Edição de 10 de março de 2026 | Atualizado em 10 de março de 2026

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Em 2025, a indústria brasileira de alimentos e bebidas registrou um faturamento de R$ 1,39 trilhão, marcando um crescimento de 8,02% em relação ao ano anterior. Este valor representa 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para o ano.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o principal motor desse crescimento foi o mercado interno, que contribuiu com R$ 1,02 trilhão do total. Desse montante, R$ 732 bilhões vieram do varejo, enquanto o restante foi impulsionado pelo food service, que vem recuperando sua participação de mercado.

A demanda interna foi crucial para sustentar o crescimento real das vendas, que aumentaram 2,2% no período. Segundo a Abia, esse desempenho reflete a recuperação gradual do consumo familiar, o aumento do consumo fora de casa e os ganhos de eficiência das empresas ao longo do ano.

Exportações e Destinos

Nas exportações, o setor de alimentos e bebidas teve um crescimento de 0,7% em 2025, totalizando US$ 66,73 bilhões. A Ásia foi o principal destino, com US$ 27,4 bilhões, enquanto os Estados Unidos importaram US$ 4,9 bilhões, um aumento de 9,2%, mesmo com as tarifas elevadas aplicadas ao setor.

Emprego no Setor

O relatório da Abia também destacou que a força de trabalho direta no setor atingiu 2,12 milhões de empregados, um aumento de 2,4% em comparação a 2024. Considerando os empregos indiretos, a cadeia produtiva alcançou 10,6 milhões de postos de trabalho, representando 10,3% de toda a força de trabalho ocupada no país.

Perspectivas para o Futuro

Para o ano seguinte, a Abia projeta um crescimento das vendas reais entre 2% e 2,5%, impulsionado pelo mercado doméstico e pela recuperação gradual do mercado internacional. A expectativa é que a geração de empregos também cresça, com um aumento entre 1% e 1,5%.

João Dornellas, presidente executivo da Abia, afirmou que "em 2026, a combinação de estabilidade da safra, redução gradual dos juros e um ambiente econômico de crescimento moderado, tanto no Brasil quanto no mundo, criam condições mais previsíveis para planejamento e investimento. Apesar dos desafios, especialmente relacionados aos custos, o setor entra nesse ciclo com bases sólidas para crescer de forma sustentável, gerar empregos e continuar desempenhando seu papel estratégico no desenvolvimento do país".

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Com informações da Agência Brasil