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​ Banco Central corta juros pela 8ª vez seguida e taxa cai para 8,25% ao ano

FOLHAPRESS

| Edição de 07 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Banco Central confirmou as expectativas do mercado e cortou em um ponto percentual a taxa básica de juros da economia brasileira, para 8,25% ao ano. Foi a oitava redução seguida da Selic, que está no menor patamar desde o início de julho de 2013.

O ritmo de queda era esperado por 40 dos 42 economistas consultados pela agência internacional Bloomberg. Dois projetavam corte menor, de 0,75 ponto percentual (para 8,5%).
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) ativou o gatilho que reduz o ganho da poupança, que passa a render 70% da Selic mais TR (taxa referencial).
A inflação sob controle e a necessidade de reanimar a atividade econômica foram dois dos principais fatores que pesaram na decisão do BC de cortar os juros.
Em agosto, o IPCA, a inflação oficial do país, subiu 0,19%, após alta de 0,24% no mês anterior.
Nos 12 meses até agosto, o índice teve alta de 2,46%, a menor variação acumulada em 12 meses desde fevereiro de 1999 (2,24%).
Nesta quarta, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) já havia afirmado que a inflação baixa dava "flexibilidade" ao Banco Central para continuar com a política de redução da taxa básica de juros, a Selic.
Ao cortar os juros, o Banco Central também busca reanimar a atividade econômica. No segundo trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) avançou 0,2% na comparação com os três meses anteriores.
Os saques das contas inativas do FGTS e o encerramento do ciclo de demissões, antes do que previam os economistas, contribuíram para este cenário.
A expectativa de economistas consultados pelo Banco Central é que a taxa básica de juros termine o ano a 7,25%, em seu menor nível histórico. Já o PIB deve terminar 2017 com avanço de 0,5%.