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10 Horas de fogo destroem agência da Caixa em Apucarana

Renan Vallim e Fernanda Neme

| Edição de 13 de janeiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Aparentemente controlado no início da noite de anteontem, o incêndio que atingiu a principal agência da Caixa Econômica Federal (CEF) de Apucarana levou mais de 10 horas para ser controlado pelo Corpo de Bombeiros. No início da madrugada, as chamas no telhado do prédio assustaram moradores vizinhos e a fumaça tomou conta da área central. Ontem, a CEF ainda não tinha uma estimativa de prejuízos nem de quando a agência vai voltar á a funcionar.

Imagem ilustrativa da imagem 10 Horas de fogo destroem agência da Caixa em Apucarana

O fogo, que começou por volta das 5h30 da tarde de anteontem só foi debelado durante a madrugada, pouco depois das 4 horas. Até o início da manhã, homens ainda faziam o rescaldo. Vinte e cinco bombeiros - incluindo reforço de cidades vizinhas e homens que estavam de folga - atuaram durante a madrugada. Caminhões pipa de empresas privadas também deram apoio no combate às chamas. Mais de 200 mil litros de água foram usados.
“Em mais de 30 anos de trabalho, foi um dos maiores incêndios que já presenciei. O prédio ofereceu dificuldades para os bombeiros pois, por ser um banco, ele foi construído para ser seguro. Por isso, o acesso a algumas áreas foi complicado”, avaliou o major Hemerson Saqueta, comandante do Corpo de Bombeiros de Apucarana.
Segundo ele, os focos principais do incêndio estavam nos pavimentos superiores. No entanto, o prédio todo foi tomado pelas chamas. Parte do teto caiu e os equipamentos da agência bancária foram totalmente destruídos. “Ainda não há condições de dizer como o fogo iniciou. Ainda vamos avaliar a situação, inclusive para avaliar melhor a estrutura do prédio. Acreditamos que parte do prédio vai precisar ser refeito”, disse.
Menos de 10 funcionários estavam dentro da agência quando o fogo começou. Pessoas que estavam andando na rua precisaram quebrar um dos vidros utilizando pedras e ajudar as pessoas a saírem da agência.
De acordo com funcionários da agência, a fumaça começou quando uma equipe fazia a manutenção de um aparelho de ar condicionado. Ninguém ficou ferido com gravidade. Dois funcionários precisaram de atendimento por conta da fumaça.
No final da noite de quinta, entretanto, as chamas ganharam grandes proporções. Na madrugada, os bombeiros atuaram em duas frentes, na Praça Rui Barbosa e no estacionamento do banco, com saída na Rua Munhoz da Rocha. O acesso só ficou mais fácil após a chegada de um caminhão-cesto da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), que auxiliou os bombeiros a chegarem com as mangueiras aos pavimentos superiores do prédio.
Em nota oficial, A Caixa informou que a agência não tem previsão de retorno das atividades. A orientação para os clientes é para se dirigirem “à agência Capital do Boné, na Rua Renê Camargo de Azambuja, 443, ou a qualquer uma das 13 casas lotéricas da cidade e da região”. O banco disse que não vai comentar as causas do incêndio antes de receber o laudo oficial do Corpo de Bombeiros.

Vizinhos passam madrugada de apreensão
Moradores e pessoas que trabalham próximas à agência disseram que a preocupação durante o incêndio foi grande. “As pessoas que estavam lá dentro ficaram apavoradas. Quando eu cheguei, já haviam quebrado um vidro da fachada e as pessoas estavam saindo. Muita fumaça, alguns desmaiando. Isso gerou bastante preocupação”, disse Rosângela Tormina, proprietária de uma livraria e papelaria praticamente ao lado da agência.
“Fiquei acompanhando toda a situação durante a madrugada, pois nosso medo era de que acontecesse algo com a nossa loja quando as labaredas ficaram mais altas. Se o fogo chegasse aqui, poderia queimar tudo, pois somos uma papelaria”, disse.
Morador de uma casa vizinha à Caixa, Aílton Capeli relata que a fumaça tomou o imóvel e que fragmentos da agência chegaram a cair na casa. “Quando começou, eu não estava. Minha casa encheu de fumaça. Uma janela da agência explodiu e os cacos caíram na minha piscina”.
Segundo ele, durante a noite foi o pior momento. “No começo era só fumaça. Mas, durante a madrugada, a situação ficou feia. Labaredas muito altas, muita fumaça, foi complicado. Os bombeiros inclusive entraram na minha casa para poderem acessar uma área específica da agência”, disse.