A 16ª Regional de Saúde (RS) de Apucarana conseguiu reduzir a fila por cirurgias bariátricas. Atualmente, apenas 45 pessoas aguardam pelo procedimento nos 17 municípios pertencentes ao órgão. Na região de Maringá, por exemplo, a situação é bem diferente. A fila de espera chega a mil pessoas na 15ª Regional de Saúde (RS) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) vai promover um mutirão para ampliar a oferta desse tipo de cirurgia.
Enfermeira da 16ª RS, Ednalva de Moura explica que recentemente houve o levantamento da demanda na região. “Cabe aos municípios levantar essa demanda e repassar para a Regional, que faz o controle e dá prosseguimento aos pedidos de cirurgia, como preparação e encaminhamento”, afirma.
Ela conta que os procedimentos cirúrgicos são realizados majoritariamente em Curitiba, mas que alguns são feitos também em Londrina. De acordo com a enfermeira, o tempo de espera na fila tende a não ser longo. Porém, como a cirurgia é considerada bastante invasiva, várias etapas precisam ser cumpridas para que o paciente esteja preparado e apto para entrar na sala de cirurgia.
“É uma cirurgia invasiva e até mesmo agressiva. Por isso, é exigido um preparo especial do paciente. Vários exames são exigidos para garantir as plenas condições físicas do paciente. É preciso lembrar que são pessoas obesas e, por isso, uma cirurgia desse tipo precisa de tratamento especial. Mas não é apenas isso. O paciente precisa de um acompanhamento com vários profissionais diferentes, como psicólogo, gastroenterologista, endocrinologista e nutricionista, para garantir que o pré e o pós-operatório sejam realizados da melhor maneira possível”, destaca Ednalva.
A cirurgia bariátrica, também chamada de gastroplastia, é utilizada para a redução do estômago. Ela é indicada para pessoas obesas e que apresentam condições que oferecem riscos à saúde.
Encarregada em uma fábrica de camisetas, Camila Campidelli realizou a cirurgia há cerca de três meses. A jovem de 28 anos, que pesava 147 quilos, já perdeu 30 quilos após a cirurgia. “Foi um verdadeiro presente de Deus na minha vida. Minha vida mudou por completo. Antes eu não tinha vontade de sair de casa, de me arrumar. Comprar roupas era horrível. Hoje, já me sinto bem, saio tranquilamente, amo fazer compras, minha autoestima é outra. Sou muito feliz”, diz.
Segundo ela, a cirurgia bariátrica sempre foi um sonho para ela. “Há cinco anos atrás, pedi a Deus que me desse condições de realizar a cirurgia. Ele me atendeu através de uma amiga, que trabalhava na Secretaria de Saúde de Cambira e me auxiliou. Depois de um ano de preparação, fiz a cirurgia em Curitiba, com o apoio da Autarquia Municipal de Saúde (AMS) de Apucarana e da 16ª Regional de Saúde, em março deste ano”, conta.
O processo de emagrecimento leva um ano e meio e precisa ser acompanhado por médicos e nutricionista. “Hoje eu faço natação e academia. É outro fôlego. Não tenho mais problemas de saúde nem dores. Mas uma das melhores coisas foi poder voltar a cruzar as pernas. Isso era um sonho para mim”, destaca.