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17ª Regional de Saúde discute prevenção de casos de suicídios

Adriana Savicki

| Edição de 26 de abril de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um homem de 51 anos foi encontrado morto na manhã de ontem em sua casa, no Jardim América, zona norte de Apucarana, com um tiro autoprovocado. O suicídio foi o segundo no município em menos de uma semana e 14º caso registrado na região apenas durante o mês de abril, segundo levantamento do Instituto Médico Legal (IML), que atende uma área de 17 municípios. Os números acenderam um alerta junto ao setor de Saúde Mental da 16ª Regional de Saúde (RS), que discute hoje um plano de estratégias de prevenção.

Imagem ilustrativa da imagem 17ª Regional de Saúde discute prevenção de casos de suicídios

O número de casos registrados em apenas em abril equivale a 44% do total de todos os registros de suicídios do ano passado. Segundo dados da 16ª RS, foram 32 mortes autoprovocadas em 2017. Neste ano, foram oito óbitos no primeiro trimestre, segundo dados da 16ª RS. Somados aos números de abril divulgados pelo IML são 22 mortes. Os registros ocorreram em oito municípios da região (ver quadro nesta página).
A coordenadora de Saúde Mental da 16ª RS, Juliana Lenart de Oliveira, destaca que o assunto será discutido em uma reunião marcada para hoje com os coordenadores de saúde mental dos 17 municípios da área de abrangência da regional. “A ideia é fortalecer a rede de atendimento da atenção básica e o Caps com orientações que ajudem a identificar sinais de risco”, comenta.
Segundo Juliana, além da reunião, os profissionais de saúde dos municípios, incluindo atenção básica e serviços de emergência, também serão capacitados em prevenção de suicídios e valorização da vida para garantir maior suporte técnico no atendimento dos pacientes em potencial. 
“Também vamos atuar junto aos órgãos de imprensa de Apucarana e região para atuar melhor na divulgação dessas notícias”, comenta. Segundo Juliana, a divulgação dos casos de suicídio pode trazer o risco de um potencial efeito de ‘contágio’. “Muitas vezes a informação chega de um jeito que não deveria para a pessoa que está no limiar, por isso precisamos focar mais na questão da valorização da vida”, comenta.
Parte das atividades vão antecipar a proposta do Setembro Amarelo, mês em que são realizadas campanhas de prevenção aos suicídios.