Sete meses depois de oficializada, a 22ª Subdivisão Policial (SDP) de Arapongas ainda não recebeu reforços e conta com a colaboração de Londrina no atendimento em locais distantes. O delegado-chefe Osnildo Carneiro Lemes alega que a delegacia está sobrecarregada com a distribuição de municípios por conta de questões estruturais e baixo efetivo policial. Em agosto do ano passado, ele solicitou a Divisão Policial do Interior (DPI) uma nova recomposição da área de abrangência, entretanto, a situação continua a mesma.
Desde a inauguração, a 22ª SDP continua com 14 investigadores, 5 escrivães e 3 delegados responsáveis pelo atendimento em 16 municípios, incluindo alguns bastante distantes como Sertanópolis, localizado a mais de 56 km. “Infelizmente ainda persiste o equívoco. Continua a mesma distribuição sendo que ainda não recebemos nenhum reforço”, diz o delegado-chefe.
De acordo com Lemes, a 10ª SDP de Londrina, a quem Arapongas era subordinada, tem dado apoio em ocorrências em municípios próximos daquela sede, como exemplo Bela Vista do Paraíso e Porecatu. “Não é em 100% das ocorrências. Na maior parte dos casos nossa equipe vai até o local para fazer levantamentos de crime”, afirma o delegado.
Por outro lado, Lemes concorda que a situação avançou após a transição de delegacia regional para subdivisão policial. Na época, a delegacia contava com apenas 5 investigadores, 5 escrivães e 1 delegado.
Em nota, o Departamento da Polícia Civil (DPC) informou que a 22ª SDP foi implantada com base um foi feito um estudo com critérios técnicos para coincidir com a área de atuação da Polícia Militar (PM). O pedido de algumas comarcas voltarem para a 10ª SDP de Londrina está sendo analisado (Cindy Annielli)