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Acerto de tráfico de drogas pode ter motivado tiroteio com dois mortos

Claudemir hauptmann

| Edição de 28 de março de 2022 | Atualizado em 28 de março de 2022
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A 17ª Subdivisão Policial de Apucarana está intensificando as investigações para elucidar o duplo homicídio ocorrido na tarde de domingo (27), em Apucarana. Cinco pessoas que estavam em frente à uma loja de conveniência foram baleadas. O crime, registrado no Jardim Colonial, surpreendeu a polícia pela violência na execução. Uma das hipóteses é que execução tenha relação com narcotráfico.

O delegado-chefe, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues diz que são várias as linhas de investigação em andamento, que devem se afunilar nas próximas horas, conforme ocorrem as oitivas de vítimas e testemunhas e a polícia consiga averiguar as informações. “Inicialmente, a gente acredita, até pelas pessoas envolvidas, que isso possa ter sido decorrente de uma disputa por ponto de tráfico de drogas ou um acerto de contas por conta dívidas do tráfico. Mas isso ainda muito preliminarmente”, afirma.

O crime ocorreu no início da tarde, na Avenida Aviação. Pelo menos três homens chegaram em uma loja de conveniência e começaram a fazer vários disparos. Um homem, Julio Cesar de Oliveira, 39 anos, conhecido como Cesinha, que seria o alvo da execução, morreu ainda no local. Paulo Roberto Neves da Silva, 34 anos, chegou a ser socorrido, mas morreu na ambulância, antes de chegar ao hospital. Outras três pessoas foram feridas na ação. “Estou em Apucarana desde 2016 e acho que não vi antes uma ação criminosa tão violenta quanto essa. Poderia ter atingido outras pessoas”, diz o delegado.

Segundo o delegado, equipes do Instituto de Criminalística também trabalham no caso para levantar maiores informações. “É uma situação atípica, uma ação criminosa violenta, com vários disparos. Não tem como precisar nem o número de disparos ainda. Mas a perícia conseguiu coletar estojos das munições deflagradas” explicou Marcus Felipe, que também espera informações sobre a perícia nos veículos envolvidos, bem como das necropsias realizadas.

O delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues destaca que a prioridade das investigações, nesta fase inicial do inquérito instaurado, é levantar mais informações que permitam esclarecer algumas circunstâncias da ação criminosa e do envolvimento das pessoas atingidas. Segundo ele, nessa fase, as informações de testemunhas, eventuais denúncias anônimas pelo fone 181, “são fundamentais para a investigação. E a gente verifica cada uma delas”.

Polícia pede que testemunhas entrem em contato

O delegado informou na manhã de ontem que pretendia ouvir, ainda durante o dia, um dos feridos no episódio, um homem que tinha um mandado de prisão contra ele, por pensão alimentícia, e que foi encaminhado à SDP depois de receber alta no hospital. Ele informou que também pretende ouvir os outros dois feridos, que estavam em atendimento hospitalar, tão logo seja possível.

Preliminarmente, conforme assinala o delegado, acredita-se que o alvo da ação tenha sido Julio Cesar de Oliveira, 39 anos, já conhecido da polícia. A outra vítima fatal da ocorrência, Paulo Roberto Neves da Silva, 34 anos, a princípio, não teria chegado à loja de conveniência com a outra vítima. “Mas são informações ainda muito preliminares. A gente não pode afirmar com certeza sobre essa situação, de que segunda vítima não estaria junto com a primeira”, ressalta o delegado.