O advogado José Teodoro Alves assumiu a defesa do médico Gilberto Pinto Wandeley, de Apucarana. O clínico geral foi denunciado à Delegacia da Mulher por supostamente praticar abusos sexuais contra duas pacientes. Os casos teriam ocorrido em 2011 e 2015.
"Entendo que é uma denúncia vazia. A polícia vai ter que provar", afirmou o advogado em entrevista à rádio Nova AM. Ele critica a publicidade dada ao caso. Anteontem, a delegada Iane Cardoso do Nascimento, titular da Delegacia da Mulher, convocou uma coletiva de imprensa para divulgar o nome do profissional investigado. "Não se pode jogar o nome das pessoas na lama assim, como está sendo feito, sem ter certeza", afirmou Teodoro, que acrescenta "confiar plenamente" no seu cliente.
Segundo ele, essas suspeitas já foram analisadas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) e arquivadas por falta de provas. "Não sei qual é o interesse de trazer (essas denúncias) à tona novamente". O advogado reforçou que não há provas, apenas "insinuações", comentou. Ontem pela a Tribuna tentou, sem sucesso, contato com o advogado.
A Polícia Civil cumpriu anteontem mandados de busca e apreensão na clínica e na casa do médico, que atende em um consultório particular e também em um posto de saúde do município.
Segundo a delegada, duas pacientes relataram os supostos abusos em depoimento. Os casos teriam ocorrido em 2011 e 2015. Ela disse ter divulgado o nome do médico esperando o surgimento de eventuais novas vítimas.
A Autarquia Municipal de Saúde (AMS) afirmou que não havia sido oficiada da investigação pela Polícia Civil, ainda assim, uma sindicância deve ser aberta para apurar o caso. Segundo a delegada, o profissional deve responder processo por crime de Violação Sexual Mediante Fraude é previsto no Artigo 215 do Código Penal, com pena que varia de dois a cinco anos de prisão.