O pedreiro Edno Romero da Silva, que chocou a população de Apucarana após atear fogo no próprio carro na porta da igreja do Santuário São José, no último fim de semana, na realidade tinha a intenção de se matar. É o que alega o advogado dele, Danilo Alves, durante entrevista concedida ontem à Tribuna. Alves diz que o cliente cometeu um “ato impensado” e que por isso tenta reverter o pedido de prisão preventiva para que Silva possa responder o processo em liberdade.
“Meu cliente não tem nada contra ninguém, nem contra a fé católica. Acontece que ele está em processo de separação e, após uma discussão, se deslocou até a igreja onde se casou com objetivo de cometer suicídio. Ele disse que pretendia acabar com a própria vida ali onde se casou. Ele colocou fogo no carro, mas depois saiu do veículo. Ele não empurrou o carro. O veículo andou sozinho”, diz.
O advogado de defesa concorda que a atitude de Silva gerou grande repercussão, contudo, destaca que seu cliente responde por crime de incêndio, passível de responder em liberdade.
“O que ele fez gerou comoção na sociedade em geral por ter sido em uma igreja. Se tivesse acontecido no meio da rua, não teria tido essa repercussão. Mas Edno está muito arrependido e está disposto a se apresenta. Ele tem emprego e não tem antecedentes criminais, por isso tem direito de responder o processo em liberdade. Não vou apresentá-lo para ser preso”, diz.
Anteontem, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do autor do incêndio. Se o mandado de prisão for expedido, Alves disse vai impetrar um habeas corpus e solicitar pedido de liberdade provisória.
"Ele não está fugindo de ninguém e no momento não pode ser considerado foragido. Assim que conseguir a garantia de que não será preso ele será apresentado imediatamente e fará um pedido de desculpas formal à toda sociedade. Ele teve um surto, e não causa nenhum risco a sociedade", conclui.
O crime aconteceu durante missa no santuário na noite do último sábado. No local, estavam cerca de 300 pessoas.