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Alagamentos preocupam moradores

Renan Vallim

| Edição de 18 de janeiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Irmã Dulce, em Apucarana, ficou novamente alagado em decorrência das chuvas que caíram na cidade entre anteontem e ontem. É a segunda vez que o local sofre com é atingido por enxurrada nesta semana. De acordo com a Prefeitura de Apucarana, o problema, que também afeta casas na região, é causado por uma tubulação subterrânea possivelmente rompida na região do Parque Biguaçu.
Segundo o engenheiro e secretário de Obras de Apucarana, Herivelto Moreno, há uma galeria pluvial subterrânea que passa sob as casas e também sob a creche. Ela deságua no Parque Biguaçu e foi construída junto com o parque, em 1978. “Acreditamos que essa galeria pluvial foi danificada e, com a chuva que caiu recentemente, ela deve ter ficado entupida. Com isso, a água acabou indo para o solo, danificando e inundando as construções da região”, diz.

Imagem ilustrativa da imagem Alagamentos preocupam moradores


Uma das casas já havia sido interditada pela Defesa Civil de Apucarana na semana passada. Ela corre o risco de desabar, pois a água fez com que a terra sob a casa deslizasse, retirando a sustentação da residência e deixando a fundação à mostra. Agora, com as chuvas que caíram ontem, formou-se uma grande lagoa nos fundos dessa casa, gerando risco também para as residências vizinhas.
O garçom Mateus Ribeiro de França mora na casa vizinha à interditada. Segundo ele, que vive de aluguel no local há cerca de dois meses, o barro vindo da casa interditada entrou em sua cozinha duas vezes nesta semana. “Perdemos todos os móveis e eletrodomésticos que estavam na cozinha. Não sobrou nada. O muro também caiu. Precisamos que alguém tome uma providência rapidamente, porque a situação é de urgência”, afirma.
A casa interditada fica aos fundos da residência onde Mateus mora, em um terreno mais elevado. Por isso, a preocupação dele e dos outros vizinhos é grande. Mateus, que recentemente sofreu um acidente que o impossibilitou de trabalhar, precisou ficar durante todo o dia de ontem limpando a casa e retirando o barro.

SOLUÇÃO
De acordo com Herivelto Moreno, a Secretaria de Obras já solicitou ao proprietário da casa interditada um laudo técnico feito pelo engenheiro responsável pela edificação. Ele afirma que escavações serão feitas para identificar e tentar resolver o problema. “Precisamos de pelo menos três a quatro dias de tempo bom antes de começarmos a fazer o trabalho. Vamos entrar em uma das casas da região e escavar até a tubulação para ver como está a situação. Só após esse trabalho de análise da dimensão do problema é que poderemos planejar as ações para solucioná-lo”, afirma.
O Departamento Jurídico da Prefeitura também está analisando a situação das casas. A Procuradoria do município busca entender de que forma o terreno onde passa a tubulação foi vendido para a construção das residências.