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Alimentos sobem o triplo da inflação—

Ivan Maldonado

| Edição de 05 de janeiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O aumento dos preços de alimentos na região de Ivaiporã, assim como em todo o país, não deu trégua para o bolso do consumidor no ano passado. Dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), mostram alta de 17,69% sobre 24 alimentos mais consumidos na região, quase triplo da inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que atingiu 6,28% em 2016. Se em janeiro o consumidor gastava R$ 168,29 para comprar os produtos pesquisados, no final do ano teve que desembolsar pelos mesmos produtos R$ 198,53. 

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Os números foram divulgados nesta semana pela regional de Ivaiporã da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). A cotação é realizada mensalmente durante o ano todo, nos mesmos estabelecimentos comerciais, explica o engenheiro agrônomo do Deral, Randolfo Oliveira. As marcas e os tipos de produtos também são levados em consideração. “Existe uma variedade enorme de marcas e tipos de alimentos. As pesquisas são feitas de forma sincronizada, procurando uma melhor avaliação da evolução dos preços”, destaca Oliveira.
O índice só não foi maior por conta das hortaliças e frutas que tiveram queda de quase 40% no ano passado. A batata lisa que iniciou o ano sendo comercializada à R$ 4,99 o quilo, no final do ano estava sendo vendida R$ 1,99, uma redução de 46%. No quesito queda, entretanto, o campeão foi o tomate, que passou de R$ 5,99 a R$ 1,69, uma redução de preço de 71%.
“Comparado a 2015, houve uma queda na exportação de frutas, principalmente de banana, mamão e melancia. A queda dos preços das hortaliças também é explicada por um aumento da colheita nas regiões produtoras”, comenta Oliveira.
De outro lado, as carnes pesquisadas ficaram, em média 25,60% mais caras. O produto com maior reajuste foi o pernil com osso, que ficou 35,7% mais caro, pressionado pela alta do preço do milho.
Grãos como feijão carioca, café, arroz e derivados de trigo e milho como farinha de trigo e fubá, subiram 33,14%. O item com maior reajuste no grupo foi justamente o fubá, que ficou 87,7% mais caro. Os derivados leite e ovos também tiveram aumento médio de 33,14% no período.

CONSUMO
O aumento no preço dos alimentos reflete diretamente no consumo. O aposentado Nilton Tiesen relata que cada vez compra menos itens com a sua aposentadoria. “Antes vinha ao mercado e comprava o básico, frutas, verduras e carne, agora mal dá para comprar o arroz e o feijão”, reclama o aposentado.
A também aposentada Herta Bernardy também reclama. “Tudo sobe a cada dia, é luz, a água, só que o aumento da aposentadoria vai ser só de R$ 50. A minha sorte é que não pago aluguel e meus filhos me ajudam, senão seria impossível viver só com a aposentadoria”, relata Herta.