Uma equipe do ParanaCidade visitou ontem, as obras da unidade prisional Associação de Proteção aos Condenados (APAC) de Ivaiporã que está concluindo o primeiro bloco para abrigar os condenados do regime fechado e aberto. O objetivo da visita foi uma análise técnica de um projeto para a construção de uma nova ala com área de 461 metros quadrados que abrigará o regime semiaberto profissionalizante e a conclusão das obras da padaria e de oficinas. Os recursos, de R$ 263 mil, estão sendo encaminhados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Urbano (Sedu).
A unidade prisional que está sendo instalada no antigo asilo na Vila Nova Porã terá capacidade para receber 102 recuperandos. O bloco de 543 m2 que está em fase de acabamento tem cinco dormitórios com capacidade para oito pessoas cada um, entre outras estruturas.
Conforme o voluntário, e idealizador da APAC em Ivaiporã, o juiz do trabalho Cicero Ciro Simonini Junior, a nova ala que será construída terá capacidade para 40 recuperandos do regime semiaberto e contará com dormitórios, refeitório e área de convivência. “É um recurso que o prefeito Miguel Amaral (PSDB) conseguiu junto ao governo do estado, na época com o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, e agora a governadora Cida Borgheti confirmou”.
Ainda segundo Simonini Junior, a previsão para o início das atividades da APAC, com os regimes aberto e fechado, é para agosto. “A gente precisa ter o convênio de manutenção da APAC que é uma documentação bem complexa para poder contratar os servidores, e aí sim recebermos os primeiros recuperandos. No estágio que a APAC está, praticamente pronta, vamos oferecer 42 vagas”, completou.
O prefeito Miguel Roberto do Amaral (PSDB) disse que a Prefeitura é parceira da iniciativa. Ele lembra que o terreno de mais de 2,5 mil metros² onde está sendo instalada a unidade prisional, foi uma doação do Município, que também investiu com materiais de construção nas obras já realizadas cerca de R$ 100 mil.
“O principal objetivo é a promoção da ressocialização dos condenados e a consequente reinserção deles ao convívio social. Aqui eles terão um atendimento diferenciado, por meio de um trabalho permanente de profissionais de diversas áreas, além de um constante aprendizado proporcionado pelo trabalho e pelo estudo dentro da unidade prisional”, destacou Miguel Amaral.
O prefeito anunciou ainda que a Prefeitura tem projeto para a construção de uma fábrica de tubos em um terreno que fica ao lado da unidade prisional. “Para que a gente possa usar essa mão de obra. Cada dia trabalhado do detento equivale a um dia a menos na pena”, assinalou Miguel Amaral.