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Apaes discutem inclusão e inserção social

CINDY SANTOS

| Edição de 27 de agosto de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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As Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), de Apucarana e Arapongas, seguem até amanhã com ações alusivas à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. O objetivo da semana nacional é provocar uma reflexão sobre o dever da igualdade para a inclusão conforme explica a diretora da Apae de Apucarana, Izabel Ortega. Segundo ela, a inserção social dos deficientes ocorre de maneira bastante tranquila. Entretanto, o processo é um pouco mais complicado na escola regular. “O aluno com mais dificuldade precisa de uma atenção especializada. Precisa de um currículo, atendimento e materiais adaptados”, explica. 

Imagem ilustrativa da imagem Apaes discutem inclusão e inserção social


Embora existam dificuldades, a diretora ressalta que a educação municipal tem atendido todas as necessidades com os alunos especiais. “O trabalho desenvolvido na rede municipal é excelente e as nossas crianças têm tido sucesso. As escolas têm mantido esse compromisso, recebido os alunos e estão dando conta do recado”, assegura. 
Coordenadora pedagógica da Apae de Arapongas, Edicléia Adelaide Alves Moreira, destaca ainda que a inclusão é realizada quando o aluno está preparado para ser inserido na rede regular de ensino. “Para saber se ele está pronto aplicamos testes psicológicos e pedagógicos. A família também pode optar em matricular em uma escola regular a qualquer momento”, afirma. 
MÚSICA
O araponguense Sérgio André de Oliveira, 25 anos, está entre os alunos que entraram na Apae ainda bebês. O jovem tem síndrome de down e foi matriculado aos cinco meses de idade, quando foi submetido à estimulação essencial por meio de acompanhamento especializado. “A Apae tinha toda a estrutura para recebê-lo, com natação, equoterapia e outras atividades que estimularam o desenvolvimento do Sérgio”, afirma o pai, Alberto de Oliveira Junior. 
O comerciante conta que entrou em pânico quando recebeu a notícia, ainda no hospital, dois dias após o nascimento de Sérgio. “Fiquei muito assustado quando o médico disse que meu filho tinha síndrome de down e que eu devia contar para minha esposa. Mas hoje eu posso afirmar que meu filho só me deu alegria”, assinala. 
Foi na Apae que Sérgio começou a fazer aulas de bateria, instrumento que toca há cinco anos e que o ajudou a desenvolver uma grande sensibilidade musical. “Ele respira música. Ouve o dia inteiro e se deixar ele toca a bateria o dia inteiro”, afirma Junior.  
Sérgio também fez equoterapia por muitos anos e atualmente treina muay thai. Segundo a mãe Rosa Maria Biason Oliveira,  o filho é uma pessoa muito comunicativa que tem uma vida social bastante ativa. “Ele é muito independente e tenho certeza que a Apae o ajudou muito no desenvolvimento dele. Ele chegou a estudar em escola regular, mas a Apae tem toda a estrutura que ele precisa”, assinala.  

AÇÕES
Neste ano, as atividades têm como tema “A família e pessoa com deficiência, protagonistas na implementação das políticas públicas”. Ontem, A Apae de Apucarana realizou uma mesa redonda com pais de crianças da Clínica do Bebê. E amanhã acontece uma atividade prática com familiares com tema “A Família em parceria com a Fisioterapia, a Fonoaudiologia e a Terapia Ocupacional no Desenvolvimento da Criança da Estimulação Precoce”.  Em Arapongas, a programação foi voltada aos alunos com apresentações, Dia da Família, Dia da Beleza e piquenique.