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Apenas um terço das meninas procuram 2ª dose da vacina HPV

Vanuza Borges

| Edição de 12 de abril de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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No calendário de vacinas desde 2014, o imunizante contra o HPV, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de saúde (SUS) para meninas de 9 a 13 anos, enfrenta resistência. Apesar da meta do Ministério da Saúde (MS) de imunizar 80% do público alvo, na região, os números revelam que falta adesão especialmente à segunda dose da vacina. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), em 2014, 8,14 mil meninas tomaram a primeira dose do imunizante nos dezessete municípios que pertencem a 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana, somente 56,06% retornar às unidades básicas de saúde para garantir a aplicação da segunda dose.

Em 2015, o cenário é praticamente o mesmo. Na primeira etapa da vacina, em março, 7.950 meninas tomaram a vacina. Destas, apenas 37,92% receberam a segunda dose. Em Apucarana, por exemplo, 6.362 meninas, com idade entre 9 a 13 anos, deveriam ser imunizadas, mas, no ano passado, somente 2.100 meninas tomaram a vacina, o que corresponde a 33%, um terço.

O coordenador estadual de Imunização, João Luís Crivellaro explica que a Sesa ainda não tem o número exato de meninas que devem receber a vacina. “O Ministério da Saúde deve passar esta informação até o final deste mês, porque o levantamento é feito a cada dois anos. Estamos vacinando de acordo com os dados dos anos anteriores”, diz.

Crivellaro ressalta que meninas entre 9 e 13 anos devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para garantir a imunização contra o HPV. “A vacina quadrivalente protege contra os quatro subtipos de HPV (6; 11; 16 e 18), que oferecem mais perigo à saúde das mulheres. A intenção é reduzir a incidência de câncer. Os resultados vamos começar a perceber daqui 20 anos”, frisa.

Enquanto isso, o coordenador garante que a vacina é segura e pede para quem não tomou a segunda dose que tome mesmo que já tenha passado seis meses da primeira aplicação. “A primeira dose não está perdida, mas para a imunização ser completa precisa tomar as três doses”, argumenta. A segunda dose deve ser tomada seis meses depois da primeira e a terceira, cinco anos.

Em todo o Estado, a Sesa espera vacinar 82 mil contra o vírus HPV no Paraná. Em 2014, primeira fase da campanha, foram aplicadas 313.180 doses em meninas de 11 a 13 anos, chegando a 121,58% da meta. Em 2015, a cobertura vacinal reduziu. Foram 72,39% das meninas de nove a 11 anos de idade vacinadas no Paraná e 185.459 doses aplicadas.

Falta conhecimento, diz especialista

A vacina contra o vírus HPV protege contra o papilomavírus humano, responsável por mais de 70% dos casos de câncer de colo do útero. Diante desta constatação, o coordenador estadual de Imunização, João Luís Crivellaro ressalta a importância de buscar informações para romper velhos tabus. “A vacina não estimula a sexualidade precoce. É um mito. Assim como também não transmite doenças”, garante.

Crivellaro avalia que esses são alguns dos motivos que afastam as meninas da imunização. Por outro lado, ele reforça que mesmo tomando a vacina não se deve descartar o uso de preservativos durante as relações sexuais nem os exames preventivos, como o Papanicolau.

O Ministério da Saúde promove até a próxima sexta-feira, dia 15, uma mobilização nacional com o “Proteja o futuro de quem você ama”, para incentivar a imunização. Em todo Brasil, a meta é vacinar cerca de 1,7 milhão garotas entre 9 e 13 anos.

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