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Apesar da pandemia, saldo de criação de empresas é positivo na região

DA REDAÇÃO

| Edição de 11 de dezembro de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Apesar da pandemia do novo coronavírus, o saldo de empresas que foram abertas em 2020 nos escritórios regionais da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) das três maiores cidades do Vale do Ivaí é positivo. Apucarana, Arapongas e Ivaiporã somaram 287 novas empresas entre janeiro e novembro.

Apucarana aumentou em 36,12% o número de empresas abertas se comparado com o mesmo período do ano passado. Em 2019 foram 260, contra 407 em 2020. A cidade fechou 152 empresas em 2019 e 355 neste ano, alta de 57,18%. Mesmo assim, Apucarana mantém um salto positivo de 52 empresas abertas até o mês de novembro deste ano.
Somente neste ano, Arapongas constituiu 642 empresas, uma diminuição de 72,74% em relação a 2019, quando 1.109 empresas foram abertas no mesmo período. Porém, Arapongas fechou menos empresas: foram 412 extinções em 2020, contra 815. Desta forma, o saldo de empresas  na cidade ficou em 230 neste ano.
O saldo de Ivaiporã também é positivo. Foram abertas 199 empresas no município em 2020, contra 158 no ano passado, aumento de 20,6%. A cidade registrou o fechamento de 194 empresas neste ano, contra 111 em 2019, avanço de 42,78%. Com isso, Ivaiporã mantém o saldo de cinco novas empresas abertas.
Para o economista e professor universitário Rogério Ribeiro, 2020 é um ano atípico, onde muitas pessoas perderam os empregos e começaram a empreender. “Nós tivemos um baque por conta da pandemia, o nível de atividade reduziu, mas não está paralisado, as coisas estão funcionando, a economia está girando... Claro que em um valor muito aquém do desejado, mas pelo menos está girando. O país não está paralisado, o auxílio do governo foi fundamental para manter o mínimo das atividades. Muitas pessoas poderiam passar por grandes dificuldades, mas o auxílio garantiu que a economia não encolhesse”, destaca.
Ainda de acordo com Rogério, o número de empresas fechadas ou abertas poderia ser diferente. “A Junta Comercial registra aquelas empresas que dão baixa, mas alguns empresários não dão a devida importância para regularizar o fechamento. Portanto, os números de extinções de empresas podem ser maiores”, ressalta.