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Após mais de 20 anos, assentamento terá áreas regularizadas em Arapongas

DA REDAÇÃO

| Edição de 19 de fevereiro de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

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Um grupo de 93 famílias do Assentamento Dorcelina Folador, de Arapongas, está agora a um passo da última etapa do processo burocrático para conseguir as escrituras definitivas das terras pelas quais lutam desde 1998. A penúltima etapa desse processo foi cumprida nesta sexta-feira (18), em evento na prefeitura de Arapongas, com o secretário de estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes. Na oportunidade, ele também relatou os recursos liberados por sua Pasta ao Município, que totalizam quase R$ 6 milhões

O prefeito Sérgio Onofre, que apoia as famílias de produtores rurais desde o primeiro dia de ocupação da área, que ocorreu em 1998, disse que esse é um marco histórico. “O assentamento Dorcelina Folador é um exemplo de reforma agrária para o Paraná e para o Brasil”, diz, lembrando que a cooperativa dos assentados gera emprego para mais de 100 pessoas e é responsável pelo fornecimento de mais de 70% da merenda escolar adquirida pelo município. 
Onofre lembrou que esteve com os trabalhadores desde o primeiro dia de ocupação da área. “Me lembro que chovia muito e lá tinha mais polícia que assentado. É uma história de lutas e tive o privilégio de estar lá e de acompanhar ao longo dos anos. E terei o prazer de ainda neste mandato estar no evento para a entrega das escrituras definitivas para essas famílias”, disse.
O secretário Márcio Nunes disse que quando fez o primeiro contato em Arapongas, já foi alertado pelo prefeito Sérgio Onofre. “Ele me chamou e disse que o trabalho da secretaria era muito bom, que era muito importante tudo que a secretaria fazia. Mas em Arapongas, nada seria mais importante do que trabalhar pela regularização fundiária do assentamento”, contou. 
Nunes lembrou que o memorial descritivo entregue nesta sexta-feira contém o georreferenciamento das parcelas, ou seja, define os limites territoriais de cada área. Ao todo, são 750 hectares de área, com 104 imóveis, dos quais 93 pertencem às famílias de assentados. Só para o referenciamento, o Estado investiu algo na casa de R$ 300 mil via Instituto Água e Terra (IAT) , assumindo uma tarefa que deveria ter sido feita pelo Incra. “Como o órgão está enfrentando dificuldades, o estado assumiu o trabalho em parceria para agilizar o processo”, conta Nunes.
Marta Pilati, uma das líderes dos assentados diz que espera para esse ano ainda a vistoria final do Incra, para a escrituração final das áreas. No assentamento, as famílias produzem mais de 40 mil litros de leite diariamente, o que se transforma num mix de produtos derivados, como iogurte, manteiga, ricota e queijos, além de leite. Os produtos são comercializados para mais de 40 cidades de toda a região. Além do laticínio, o assentamento tem mais duas agroindústrias instaladas, uma panificadora e uma casa de processamento de frutas e verduras.