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Após quatro dias, bloqueios são encerrados e estradas liberadas

Da Redação

| Edição de 03 de novembro de 2022 | Atualizado em 03 de novembro de 2022
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Após quatro dias de bloqueios em rodovias estaduais e federais do Paraná, durante manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), as pistas foram totalmente liberadas ontem. A informação foi confirmada no final da tarde de ontem pelo Governo do Estado.

Os bloqueios começaram a perder força desde o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na última quarta-feira. Durante o feriado de Finados, grandes manifestações foram realizadas em todo Estado principalmente em frente a corporações militares. Na noite de anteontem, em novo pronunciamento nas redes sociais, o presidente voltou a pedir a desobstrução das estradas.

A operação de liberação das estradas foi coordenada pelo Centro de Operações da Cidade da Polícia, em Curitiba, em cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF),

“O trabalho foi feito de forma responsável, com uso proporcional e progressivo dos meios de coerção. Todos os bloqueios foram liberados sem necessidade do uso da força. A decisão judicial foi absolutamente cumprida no Paraná”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita.

Na tarde desta quinta as ações terminaram de liberar completamente os pontos de bloqueio parcial que ainda permaneciam nas rodovias estaduais e os pontos de bloqueio nas rodovias federais que cortam o Paraná. 

Durante a ação, foram registrados 216 boletins de ocorrência e identificadas 38 lideranças. Duas pessoas foram encaminhadas para assinatura de termo circunstanciado por flagrante de obstrução de via e uma pessoa foi presa pelo descumprimento da ordem policial.

PRF

Em balanço divulgado pela (PRF), a corporação afirma que foram realizadas 107 ações de desobstruções. 

Neste mesmo período, foram aplicadas 410 multas aos manifestantes, com valor superior a R$ 1,2 milhão. Ainda com base na liminar solicitada pela polícia do estado, mais de 60 manifestantes e lideranças foram qualificados e responderão à Justiça Federal com penas de multas diárias de R$ 10, além de outras sanções penais cabíveis.


Dez mil pessoas participam de  protesto em Apucarana

Em Apucarana, o trecho da BR-376, o trecho em frente ao 30º Batalhão de Infantaria Mecanizada (BIMec), que concentrou milhantes de manifestantes ao longo do feriado de Finados, estava totalmente desobstruído já na manhã de ontem.

No feriado, mais de 10 mil pessoas, segundo a organização do movimento, se reuniram em frente ao quartel do Exército de Apucarana em uma das maiores manifestações do estado contra o resultado das urnas, que deu vitória ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvas (PT). 

O ato ganhou grande adesão de moradores da região, como o araponguense Gilberto Gonçalves. 

“Precisamos restaurar e organizar o Brasil. Somos contra a corrupção, roubo, enganação e fraude. Estamos aqui pelo bem da nossa pátria. Não aceitamos um condenado estar no poder do nosso país, não é justo”, disse durante a manifestação.

A apucaranense Maria Júlia Lima disse que resolveu ir ao protesto para mostrar sua indignação com a eleição de Lula. “Acho que é o direito do brasileiro, temos que ir às ruas e mostrar indignação do que aconteceu, acredito que o povo tem força e independente estamos aqui pelo país “, comenta.

A movimentação de manifestação começou pela manhã e se intensificou durante a tarde. Um congestionamento de quilômetros foi registrado ao longo da rodovia.

À noite, entretanto, o presidente Jair Bolsonado se manifestou por meio de uma transmissão ao vivo e pediu a liberação das rodovias.

“O fechamento de rodovias pelo Brasil, prejudica o direito de ir e vir das pessoas, está lá na nossa Constituição. E nós sempre estivemos dentro dessas quatro linhas. Tem que respeitar o direito de outras pessoas que estão se movimentando, além de prejuízo à nossa economia “, disse Bolsonaro.

O pedido do presidente surtiu efeito imediato e os apoiadores começaram a deixar os locais de protesto. Ontem pela manhã, um pequeno grupo de participantes ainda resistia em frente ao quartel com faixas e bandeiras, porém a pista estava totalmente liberada.