Membros da Sociedade Protetora dos Animais de Apucarana (Soprap) estiveram nesta ontem no Bosque Municipal Parque das Aves. Eles mostraram preocupação com o destino que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está dando aos animais retirados da unidade.
Após 12 anos de funcionamento, o local está sendo fechado definitivamente pela Prefeitura de Apucarana que não tem condições de realizar uma série de investimentos exigidos pelo órgão federal. Cerca de 60 animais já foram remanejados para outros lugares e a prefeitura espera a remoção dos remanescentes. “É uma pena esta situação. Posso dizer que é triste e preocupante, pois ficamos aqui sem saber ao certo quanto ao destino dos animais que já foram e também dos que ficaram, e que já estão aqui porque foram acolhidos de lugares onde já não deveriam estar. Para onde o Ibama irá encaminhar esses animais, muitos deles debilitados, sem condições de voltarem à natureza?”, indagou Isamélia Andrea Constâncio Ballan, presidente da Soprap.
De acordo com ela, a entidade também questiona como, de repente, o “Parque das Aves” passou a ser inapropriado para o Ibama. “Até agora o nosso bosque serviu, foi apropriado e útil, ainda estamos tentando entender o porquê de tantas exigências agora”, disse Isamélia.
O embargo do Ibama ao bosque de Apucarana aconteceu em agosto do ano passado e tem como base a mudança recente da legislação que trata sobre espaços públicos mantenedores de animais silvestres. Embora, ao lado da Polícia Militar Ambiental/Força Verde, encaminhe há anos animais resgatados ou apreendidos para o bosque apucaranense, com base na nova lei o órgão alega que o local não tem a estrutura necessária para estar em funcionamento.
“No que tange a nós, da sociedade protetora, não há nada o que falar sobre o bem estar dos animais. Estão todos bem abrigados, alimentados, os recintos estão todos limpos”, atestou Isamélia.
Ela colocou a Soprap à disposição da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para acompanhar as novas retiradas. A última remoção aconteceu há cerca de 60 dias. “Vamos estar aqui para verificar o modo como estarão remanejando os animais, garantindo que sejam capturados e transportados de forma adequada”, comunicou.
Além do embargo, a prefeitura foi multada em R$ 100 mil pelo Ibama. A multa está sendo discutida judicialmente.