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APOSTA NA TECNOLOGIA

RENAN VALLIM APUCARANA

| Edição de 24 de fevereiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com programas de incentivo em andamento e de olho em um mercado em crescimento, as empresas de tecnologia começam a se tornar uma aposta em Apucarana. O município conta com o suporte do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que vê a cidade com grande potencial de crescimento, e estima 40 empresas de tecnologia atuando na cidade.

De acordo com o Sebrae, das 40 emprsas, são oito ‘startups’. Uma startup é uma empresa pequena, que surge a partir de uma ideia de produto ou serviço oferecido através da tecnologia, como um aplicativo ou site. A startup geralmente cria um protótipo e vai em busca de financiamento para poder desenvolver o produto final.
“O número destas empresas ainda é aproximado porque ainda não conseguimos identificar todas. Estamos no meio de um processo de mapeamento do setor de forma mais profunda e, em breve, teremos um panorama mais exato”, explica o consultor do Sebrae de Apucarana, Tiago Correia da Cunha.
O gestor estratégico de startups do Sebrae Paraná, Lucas Ferreira, explica que, a partir deste ano, haverá uma intensificação de ações em Apucarana para o fomento das empresas de tecnologia. “Trabalharemos em duas frentes em Apucarana. A primeira é um programa que apoia o hotel tecnológico do campus local da UTFPR no sentido de transformar-se em uma incubadora de projetos. A outra é para incentivar empreendedores e instituições de toda a cidade”.
O hotel tecnológico (HT) da UTFPR Apucarana é considerado, atualmente, uma ‘pré-incubadora’ de projetos. A cada semestre, os alunos têm a possibilidade de submeter projetos para análise que, se aprovados, podem ser desenvolvidos dentro da estrutura do HT, com orientação de professores. Tornando-se incubadora, o HT terá espaço para que empresas e startups continuem lá dentro após o processo de desenvolvimento, comercializando os produtos e serviços criados.
Outra iniciativa que deseja criar uma cultura de empreendedorismo tecnológico na cidade é o Conecta Apucarana, criado pela Acia. O vice-presidente da instituição, Wanderlei Faganello, conta que o projeto está ainda no início, mas vem evoluindo. “No final do ano passado, foi aprovada uma lei criando o Conselho e o Fundo Municipal de Inovação. Estamos, a partir disso, estruturando aquilo que a lei pede, como a criação de um estatuto e comitês, além de firmar parcerias com o Sebrae e com a Sinapse Paraná, do Governo do Estado, que financia projetos na área”.
Para 2019, estão previstos 10 treinamentos para interessados na cidade. “Queremos criar uma cultura de inovação, incentivando soluções tecnológicas para problemas da sociedade”, ressalta.

Com modalidade inovadora de negócio, startups ganham espaço
Há cerca de seis meses, Bruno Marcato e o irmão, Lucas, herdaram a empresa do pai, de recrutamento e seleção de trabalhadores, que atuava há 10 anos no mercado. 
“Resolvemos transformar a empresa, que era fixa, em virtual. Desenvolvemos uma plataforma que conecta, através de um aplicativo, empresas e trabalhadores. Agora, estamos com o projeto em uma ‘aceleradora’, em Londrina”, diz Bruno.
As aceleradoras de projetos são os locais onde as startups buscam financiamentos. Elas apresentam o projeto ou o protótipo a possíveis investidores em rodadas de negócios, que podem oferecer dinheiro em troca de participação nos lucros.
“Estamos bastante confiantes para conseguirmos o investimento para desenvolver o projeto. Por enquanto, nosso aplicativo está disponível apenas para uma plataforma de smartphones, mas queremos expandir. Acredito que o principal apelo das startups é a praticidade e a agilidade que a tecnologia proporciona, com o intuito de facilitar a vida das pessoas”, aponta Bruno.

Empresas se desenvolvem
Ebner Bossa é proprietário de uma das mais antigas empresas de tecnologia na cidade. Criada em 2001, a empresa é especializada em softwares de gestão comercial e negócios.
“A empresa surgiu da grande paixão que eu me meu sócio temos por tecnologia, além do sonho de criar uma plataforma capaz de auxiliar empresas a crescerem de maneira rápida com controle, gerenciamento e aceleração de vendas. Começamos com três funcionários e hoje empregamos sete pessoas”, afirma ele.
Para Ebner, a cidade vive um cenário positivo no mercado de tecnologia. “Todos os dias, empresas, profissionais e startups estão desenvolvendo cada vez mais tecnologias específicas para inovar em seus processos de vendas, gestão de pessoas e produção”, conta.
Este clima de crescimento foi o que atraiu o cinegrafista Luís Gaspar. Recém-formado em Ciências da Computação, ele planeja abrir em breve uma empresa de desenvolvimento de aplicativos para celular com outros dois amigos. “Já trabalhei consertando computadores e desenvolvendo sites. Minha ligação com a tecnologia vem de anos. Agora, quero investir nos aplicativos, criando soluções para empresas de todas as áreas”, destaca.
Segundo ele, a demanda no setor tem sido crescente. “Muita gente tem entrado na área. No entanto, a tecnologia é algo que evolui tão rápido que o setor tem absorvido bem os profissionais. Cada um acaba se especializando em uma tecnologia específica. Por isso, acho que especialização é fundamental para estes profissionais”, diz.