As apreensões de crack aumentaram 318% em Apucarana. Levantamento do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) aponta que 7,7 kg da droga foram retirados de circulação entre janeiro a abril deste ano. No mesmo período do ano passado, a PM apreendeu 1,8 kg. O balanço também revela um grande volume de maconha apreendido no quadrimestre. Foram 102 kg da droga neste ano contra 49 kg no ano passado, um salto de 107%.
Em relação a cocaína, o aumento foi de 173%, no comparativo, com 2,7 kg apreendidos neste ano contra 995 g ano passado. A PM também apreendeu 51.6% a mais de comprimidos de ecstasy em relação a 2018. Em contrapartida, a quantidade de LSD foi 22% menor este ano. (veja no infográfico)
A tenente Kelly Wistuba de França, relações públicas do 10º BPM, avalia que o aumento nas apreensões, sobretudo de crack, maconha e cocaína, tem relação direta com as ações desenvolvidas pela corporação. “As operações de combate ao uso e ao tráfico de drogas são diárias. Inclusive com levantamento de informações e o apoio do Ministério Público e do poder judiciário, visando reduzir este crime na nossa cidade”, diz.
A tenente observa que, ao reduzir o número de drogas disponíveis no mercado é possível também diminuir outros crimes como furto, roubo e até homicídio. “Sabemos que o consumo e o tráfico de drogas muitas vezes levam a outros crimes”, analisa.
Dentre as inúmeras ações desenvolvidas pelo 10º BPM a policial destaca o policiamento preventivo que consiste em abordagens de pedestres, veículos e estabelecimentos comerciais suspeitos. “O foco sempre é coibir o uso e o tráfico de drogas, pois sabemos que muitas vezes a droga prejudica toda uma família. Por isso é tão importante este trabalho de combate”, frisa.
ARAPONGAS
Em Arapongas, as apreensões de maconha dispararam. Conforme dados da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), de janeiro até 23 de maio deste ano foram apreendidos 32,6 kg da droga, contra 2,2 kg no mesmo período do ano passado, resultando em um aumento de 1.358%.
“A PM em apenas uma operação aprendeu 27 quilos de maconha neste ano, por isso a diferença foi tão expressiva”, comenta o tenente Hugo Mendonça.
As apreensões de cocaína cresceram 641%, em compensação a quantidade de crack e ecstasy caiu 63% e 66.6% respectivamente. Já o número de prisões aumentou 28% no mesmo período. “Os números são reflexo das abordagens de suspeitos e patrulhamento ostensivo em locais onde, reconhecidamente, ocorre a prática de tráfico de drogas”, afirma.
Mendonça também destaca que o serviço de inteligência realiza uma análise criminal, com o levantamento dos imóveis utilizados para o tráfico de drogas, bem como a solicitação judicial de mandados de busca e apreensão.