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Apucarana divulga novo plano de controle da tuberculose

Da Redação

| Edição de 14 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Uma ação da Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana foi implementada com objetivo de controlar a incidência da tuberculose e intensificar o tratamento as pessoas diagnosticadas com a doença. A meta é garantir que os pacientes terminem o tratamento. Segundo a autarquia, em 2015, 22% dos pacientes desistiram do tratamento antes do final. No município, a mortalidade chega a 1,6% dos casos, índice acima da média. Três setores – atenção básica, epidemiologia e ações em saúde – estarão diretamente envolvidos para o desenvolvimento do Plano Municipal de Controle a Tuberculose (PMCT).

Imagem ilustrativa da imagem  Apucarana divulga novo plano de controle da tuberculose

O diretor presidente da Autarquia Municipal de Saúde, Roberto Kaneta, explica que as primeiras ações do programa começaram neste mês através da capacitação dos profissionais que atuam na atenção básica. “São estes profissionais, durante as visitas domiciliares, os primeiros a terem contato com o doente e cabe a eles o encaminhamento para o início do tratamento”, diz o dirigente. Ele lembra que a tuberculose é uma doença curável, mas depende do paciente seguir as recomendações médicas, principalmente quanto a não abandonar o tratamento.
E entre as ações previstas no Plano está o acompanhamento do tratamento. “O índice de abandono em Apucarana chega a 22,2% e não existe uma causa definida. Mas, para que não ocorra um agravamento da doença e culmine com a morte do paciente, é necessário um trabalho especial das equipes da atenção básica”, ressalta Kaneta. Ele lembra que em Apucarana, o índice de mortalidade pela tuberculose alcança 1,6% dos pacientes diagnosticados, que é alto em relação ao Paraná, com registro de 1,2%.
Outra questão definida no Plano é expandir e aperfeiçoar o denominado Tratamento Diretamente Observado (TDO), alcançando um número ainda maior de pacientes. “Em Apucarana a atenção básica realiza com eficiência o TDO, mas é preciso ir ao encontro do paciente, observar o desenvolvimento do tratamento e, em sendo necessário, agendar exames complementares”, afirma ele. Ao mesmo, relata Kaneta, o PMCT estabelece um trabalho de identificação de novos casos de tuberculose, alcançando o sistema prisional, atendimentos de HIV/AIDS.

NÚMEROS
De 2013 a 2016, 45 pacientes foram curados da doença, ao passo que duas pessoas (2015 e 2016) morreram pela ação do Bacilo de Koch. Conforme os números do Laboratório da Autarquia, de 2013 a 2016 foram realizadas 44 coletas de escarro para exames. Somente em 2016, o laboratório agendou 443 exames e 234 pacientes não compareceram para a coleta de material.