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Apucarana em alerta contra chikungunya

DA REDAÇÃO

| Edição de 25 de março de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A confirmação de seis casos de chikungunya, doença causada pelo mesmo mosquito transmissor da dengue (aedes aegypti), acendeu o alerta na Autarquia Municipal de Saúde da Prefeitura de Apucarana (AMS). Ações de bloqueio da doença já foram realizadas pelo setor de combate a endemias e as equipes intensificaram o trabalho de vistoria de residências, depósitos, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais para busca de focos endêmicos, a chamada busca ativa, e também reforçou o trabalho de conscientização da população.

A estratégia de prevenção e contenção, tanto da chikungunya quanto da dengue, foi repassada ao prefeito Júnior da Femac ontem pelo médico veterinário Mauro de Aguiar Almeida, coordenador do setor de Combate a Endemias da AMS. “Pela primeira vez temos a notificação e confirmação de tantos casos de chikungunya em Apucarana, o que nos preocupa muito”, observa Almeida.
Os registros envolveram moradores do Núcleo da Fraternidade e a autarquia trabalha com a hipótese de que a doença tenha sido introduzida por uma pessoa que contraiu o vírus fora do município. Segundo a AMS, os agentes já realizaram dois ciclos de varredura em todos os imóveis em busca de focos do mosquito e, na próxima terça-feira, realizam a terceira busca ativa, fechando os três ciclos que incluem a pulverização de inseticida com bomba costal. A 16ª Regional de Saúde também vai ceder o carro fumacê para reforçar as ações. 
O coordenador do setor de Combate a Endemias pede aos moradores que, ao avistar o carro fumacê, abram janelas e portas da residência. “É uma ação importante para que o produto também aja no interior dos imóveis. As pessoas deverão ter atenção especial na proteção dos animais domésticos, principalmente as aves, e os seus recipientes de água”, orienta.
Os principais sintomas da chikungunya são febre alta de início rápido (38º/39ºC), dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. “Pode ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Em casos mais graves, a chikungunya leva a paciente à tetraplegia, ao desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré e até a óbito”, detalha Almeida. Segundo ele, todos os casos de Apucarana evoluíram de forma positiva. “Estão todos fora de risco, mas ainda sofrendo as sequelas da doença, que são muito dolorosas e mais duradouras do que o de casos leves da dengue”, disse o agente de saúde.