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Apucarana exporta café para Austrália

Da redação

| Edição de 26 de janeiro de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Há cerca de quatro anos, depois de atuar em escritórios em várias partes do Brasil, a representante comercial Solange Aparecida de Araújo decidiu deixar a correria e o estresse do trabalho na cidade para se reaproximar da vida no campo. A decisão a reaproximou da propriedade rural da família, Sítio São Pedro, no Distrito de Pirapó, onde passou a atuar ao lado de seu pai, Paulo Amadeo de Araújo. Um tanto quanto reticente às novas práticas da cafeicultura moderna, o pioneiro acompanhou de perto a evolução da produção que, através do novo manejo, agora ganhou terras estrangeiras. Há alguns dias, um primeiro carregamento de café da propriedade foi exportado para a Austrália.

Imagem ilustrativa da imagem Apucarana exporta café para Austrália


“A quantidade ainda é pequena, foram vendidas 13 sacas de 60 quilos da variedade IPR 107, mas é uma conquista que estamos saboreando e pretendemos aumentar a cada ano”, disse Solange. Estas 13 sacas passaram por uma seleção refinada, sendo que apenas um total de cinco sacas foi de fato para fora do país.
Ela conta que o processo de qualificação da produção e a venda para o exterior tiveram acompanhamento de uma professora e alunos de mestrado em Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e da exportadora Capricornio Coffees, respectivamente. “É um trabalho bastante árduo, mas também prazeroso, sobretudo com um resultado como este”, comemora Solange. De acordo com ela, o lote exportado chamou a atenção dos pesquisadores e dos australianos por ser diferenciado. “Eles classificaram a bebida como de sabor complexo, composto por um misto de sensações”, conta, revelando que neste ano o comprador australiano deve vir pessoalmente conhecer a propriedade e demais lavouras apucaranenses.
Diretor da Capricornio Coffees, José Antônio Rezende afirma que a intenção é aumentar as exportações apucaranenses. “Estamos no começo de um trabalho junto a 12 produtores, mas temos boas perspectivas para Apucarana e região. Em 2019, queremos aumentar o volume exportado e, para isso, vamos visitar as propriedades para avaliar a situação das lavouras. Nosso objetivo para este ano é que cada um dos produtores consiga exportar pelo menos um lote, mas isto vai depender de uma série de fatores”, explica.
O prefeito em exercício Júnior da Femac (PDT) comemorou a informação de que o café apucaranense está ganhando o mercado externo. “Fico muito feliz em saber desta conquista da Solange, que é filha de cafeicultor pioneiro de Apucarana. É a prova de que a lavoura apucaranense vai estar sempre forte, com filhos, netos e bisnetos dando continuidade e aprimorando a produção do café ‘made in Apucarana’, que é sempre referência no Brasil pela sua qualidade e agora começa a ganhar também mercado internacional”.