A Secretaria da Mulher e Assuntos da Família da Prefeitura de Apucarana, em parceria com a Comissão da Mulher Advogada de Apucarana, Poder Judiciário e serviços da macrorrede de atendimento à mulher, realizou nesta ontem no auditório da subseção da OAB, a repactuação do Pacto Municipal pelo Enfrentamento das Violências contra as Mulheres. Formalizado em em 2015 por mais de 30 órgãos públicos, entidades e outras organizações sociais de Apucarana, a iniciativa consiste em um termo de cooperação intersetorial que realiza o fomento e fortalecimento das políticas públicas de combate às violências.
A renovação dos objetivos marcou ainda o encerramento da programação da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher.
Tendo como base o Centro de Atendimento à Mulher (CAM), que oferece gratuitamente atendimento social, psicológico e jurídico, a secretária da Mulher e Assuntos da Família, Denise Canesin Moisés Machado destacou os avanços trazidos pacto ao longo dos últimos dois anos. “Foram mais de 3 mil intervenções realizadas, com conquistas que possuem amparo legal, como a concessão de auxílio-moradia, passagens intermunicipal ou interestadual para vítimas com risco de morte, ação com municípios vizinhos para acolhimento em casas-abrigos, entre outras ações protetivas em casos em que a mulher necessita se distanciar do agressor”, relatou a secretária.
Ela também enalteceu a proximidade com os integrantes do pacto.
A união entre os órgãos também foi apontada por outros participantes do pacto. “Sempre digo que os poderes são independentes, mas devem caminhar de forma harmônica, e é o que acontece em Apucarana. Como juiz de Direito me sinto envaidecido em fazer parte desta comarca, que oferece serviços de proteção à mulher bem estruturados”, declarou o juiz Osvaldo Soares Neto, diretor do Fórum Desembargador Clotário Portugal.
Relatando experiências de atendimento à violência contra a mulher quando era médico plantonista, o prefeito Beto Preto disse que muitos casos – uma vez não denunciados às autoridades – acabavam virando apenas estatísticas de trauma.
De acordo com ele, o diálogo sobre o assunto e a documentação de metas contribui para o combate. “A violência contra a mulher acontece todos os dias e este pacto é a prova de que a sociedade de Apucarana está à disposição para ampliar o diálogo no sentido de montar uma história diferente, empurrando para longe o que não é ruim e atraindo o que é importante”, concluiu Beto Preto.
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