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Apucarana se abre para refugiados da Ucrânia

DA REDAÇÃO

| Edição de 26 de fevereiro de 2022 | Atualizado em 17 de março de 2022

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O prefeito de Apucarana, Junior da Femac (PSD), que participou de ato público da comunidade ucraniana nesta sexta-feira (25), anunciou que a cidade está aberta para receber os ucranianos refugiados da guerra. Apucarana, que tem pouco mais de 300 famílias com origem ucraniana, segue os passos da cidade de Prudentópolis, que tem a maior comunidade de descendentes no estado.

Júnior da Femac informou que foi enviado nesta sexta-feira (25) ofício à Embaixada da Ucrânia no Brasil, em que a cidade se coloca à disposição para acolhimento de possíveis refugiados que cheguem ao país. Na mensagem oficial, o prefeito também presta solidariedade ao povo ucraniano, destacando os laços de amizade da cidade com o país, através da presença de imigrantes que ajudaram no desenvolvimento da cidade, e classifica o conflito como “uma agressão à democracia”.
O prefeito fez o anúncio, ao lado do vice-prefeito Paulo Sérgio Vital, ao participar do ato público que reuniu representantes das famílias de origem ucraniana de Apucarana em oração e apoio ao povo da Ucrânia. O encontro foi num dos pontos de referência da comunidade, a Igreja Divino Espírito Santo.
“Compartilhamos ao longo do tempo laços de amizade com o povo ucraniano e instituições oficiais da Ucrânia e estamos a postos para prestar toda a ajuda possível, seja no acolhimento de refugiados, auxiliando nas ações humanitárias ou no que mais a embaixada achar oportuno”, diz trecho do ofício.
O pároco da igreja, padre José Hadada explicou a importância de todos se unirem em orações nesse momento. No ato, ele fez questão de abrir com o Hino Nacional Brasileiro, seguido do Hino Nacional da Ucrânia. Em seguida, a comunidade fez um minuto de silêncio enquanto os sinos da igreja tocavam, em homenagem ao povo ucraniano.
A Paróquia Divino Espírito Santo, de Apucarana, além das cerca de 300 famílias, atende também outras 700 famílias, espalhadas entre os municípios de Londrina a Ortigueira. “Toda essa comunidade está profundamente entristecida, em oração pela vida”, disse padre Hadada. (CLAUDEMIR HAUPTMANN)