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Apucaranense deve ser julgado terça na Tailândia

Claudemir hauptmann

| Edição de 12 de maio de 2022 | Atualizado em 12 de maio de 2022
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O jovem de Apucarana, Jordi Vilsinski Beffa, 24 anos, preso na Tailândia por tráfico internacional de drogas, deve ser julgado na próxima terça-feira (17). A informação é do advogado que orienta a família do rapaz, em Apucarana, Petrônio Cardoso.

Segundo ele, a expectativa é que Jordi receba uma pena menor que a que foi aplicada ao casal de brasileiros que foi preso no mesmo dia, em 13 de fevereiro. Mary Hellen Coelho da Silva, de 21 anos, foi condenada a 9 anos e seis meses de prisão, conforme informações preliminares, divulgadas na madrugada de ontem. Os advogados de defesa ainda não receberam a sentença completa.

A mesma pena, de 9 anos e meio, teria sido dada também a Ricardo de Almeida da Rosa, de 26 anos, que foi preso com Mary Hellen, em fevereiro.

Considerando o ritmo do fluxo de informações devido a diferença de fuso horário entre os países, o advogado espera que tenha notícias sobre o julgamento do rapaz apenas na próxima quinta-feira (19). No caso de Mari Hellen, a embaixada informou que foi avisada nesta quarta-feira (11), por telefone, sobre a audiência da jovem perante a corte de Samut Prakan, realizada no dia 8.

“O fuso horário é de 10 horas de diferença. Aí tem o fluxo de informações, circulando entre os dois países. Vamos saber praticamente dois dias depois”, diz Petrônio Cardoso.

Cardoso espera uma pena menor para Jordi. “Embora ele tenha sido preso no mesmo dia, em circunstâncias parecidas, era outro vôo e ele levava uma quantidade de drogas menor do que os outros presos naquele dia. Temos a esperança de que seja uma pena menor”, disse.

Cardoso reitera que mesmo com o julgamento realizado, ele irá continuar trabalhando para conseguir a extradição de Jordi Beffa, de forma que ele possa cumprir pena no Brasil. Essa possibilidade de extradição ganhou novos contornos depois que a Polícia Federal efetuou a prisão de uma mulher, acusada de ser a aliciadora dos brasileiros presos na Tailândia, inclusive Jordi. (CLAUDEMIR HAUPTMANN)