O empresário Pedro Idalgo, de Apucarana, é uma das vítimas do acidente que matou cinco pessoas após um caminhão carregado de combustível invadir a pista contrária e explodir na BR-277, em Morretes, litoral do Paraná no final da tarde de anteontem. O apucaranense sofreu várias queimaduras e está internado no Hospital Regional de Paranaguá, onde até o final da tarde permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O acidente, que ocorreu por volta das 18 horas, deixou outras 14 pessoas feridas, incluindo um bebê de 17 dias que sobreviveu após ser salvo por um homem, possivelmente o pai, em chamas. A explosão atingiu ainda 12 veículos, que foram queimados pelo combustível em chamas que escorreu do caminhão para pista.
Segundo informações de amigos do empresário, ele saiu de Apucarana na tarde de domingo rumo à Santa Catarina, onde participaria de uma pescaria com outros quatro apucaranenses. Paulo e Sérgio Yoshi, Roberto Coelho e Valdomiro Ortiz seguiram em outro veículo. Eles teriam se atrasado e saíram cerca de uma hora depois de Idalgo e, por isso, não estavam no local no momento da explosão. Segundo a assessoria do Hospital de Paranaguá, o estado dele é considerado grave, mas estável.
Três das vítimas fatais estavam no mesmo veículo e eram moradoras de Curitiba, sendo o condutor do veículo, 43 anos, sua namorada, de 35 anos, e o filho, de 13 anos. Eles almoçaram em Morretes e voltavam para capital.
Uma quarta vítima foi encontrada na manhã de ontem em uma galeria de água pluvial nas margens da estrada. A principal suspeita era que o corpo seja do pai da recém-nascida, de 17 dias, que foi encontrada à margem da rodovia enrolada em um cobertor chamuscado pelas chamas da explosão. Apenas no início da noite de ontem foi encontrado o último corpo, de uma mulher, na mesma galeria. A suspeita é que seja a mãe da criança que durante toda a tarde era dada como desaparecida.
A criança, segundo a assessoria de imprensa do Hospital Evangélico de Curitiba, foi identificada pela avó, que reconheceu também o carro do casal, um Chevrolet Celta. O bebê deve receber alta hoje. Segundo testemunhas do acidente, um homem, em chamas, teria saído de um Celta, com uma criança no colo e colocado em uma área de vegetação ao lado da pista. O veículo foi reconhecido pela família da garotinha como sendo do casal.
Os feridos, sendo três graves e quatro com ferimentos considerados leves, foram encaminhas ao Hospital Evangélico de Curitiba, ao Hospital São José, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, e para o Hospital Regional de Paranaguá, onde está internado o apucaranense. Outras vítimas que também ficaram feridas foram socorridas no local do acidente e liberadas.
Motorista vai responder por homicídio
O caminhão-tanque carregado com 44 mil litros de etanol estava sem freios quando bateu na mureta divisória e invadiu a pista contrária. O condutor do caminhão, de 43 anos, saiu de Barra Bonita, interior de São Paulo, e seguia rumo ao Porto de Paranaguá, quando perdeu o controle da direção.
O motorista, que não apresentou ferimentos, foi encaminhado ao Hospital Regional de Paranaguá e, na sequência, à delegacia de Morretes. “Ele está preso por homicídio doloso - quando há intenção de matar – à disposição da Justiça”, disse o delegado do caso, Antônio César dos Santos.
Ainda segundo o delegado, o motorista, em depoimento, afirmou que o veículo estava sem freios, porém teria percebido no início da descida da Serra do Mar e não conseguiu parar o caminhão, por onde trafegou por 2 km antes do acidente. Uma perícia vai apontar realmente o que houve com o veículo.
A pista ficou interditada totalmente por cinco horas e 15 bombeiros trabalharam de forma direta no local do acidente, além de socorristas do Samu, Ecovia e Polícia Rodoviária Federal.