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Apucaranense relata pânico em Paris

Da Redação

| Edição de 15 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Os atentados em Paris da última sexta-feira (13) deixaram pelo menos 127 mortos em diversos locais da capital francesa, incluindo o Stade de France, a casa de shows Bataclan e restaurantes. O presidente da França, François Hollande, declarou estado de emergência no país. O locutor de rodeios apucaranense Adailton Reis, o Silverado, que vive em Paris há 10 anos, publicou em uma rede social vários vídeos relatando os momentos de pânico e o caos que se instalou na cidade logo após a tragédia.

Imagem ilustrativa da imagem Apucaranense relata pânico em Paris

Silverado, de 36 anos, conta que estava ao lado da casa de shows Bataclan poucos minutos antes da invasão dos terroristas. No local, pelo menos 100 pessoas foram assassinadas. “Tive muita sorte. Estava em uma reunião numa sala que fica ao lado do Bataclan, numa distância de uns 20 metros. Eu saí e o meu amigo, um cinegrafista, ficou lá ainda. Estou muito assustado”, diz Silverado no vídeo, gravado poucos instantes após o atentado. Na imagem, é possível ver diversas ambulâncias percorrendo as ruas de Paris.

“A cidade está muito tensa. O clima é de medo”, afirma o apucaranense na gravação. Em outro vídeo, Silverado mostra as ruas de Paris completamente vazias. “Você imagina Paris, uma cidade turística, movimentada em todo o tempo, está agora um deserto. É uma tristeza profunda, uma dor muito grande para todos”, afirma o locutor de rodeio, que apresenta shows pela Europa.

Em entrevista à Tribuna ontem pela manhã, Silverado afirmou que está preocupado agora com o tratamento que a França dará aos imigrantes. “No meu caso, acho que vai ser mais tranquilo, porque já estou no País há dez anos. Mas muitas mudanças vão ocorrer agora, algumas imediatas”, disse.

“ATO DE GUERRA”

Os ataques dos terroristas estão sendo considerados os piores atos de violência a atingir a França desde a Segunda Guerra (1939-1945) e acontecem a apenas dez meses depois da carnificina no semanário satírico Charlie Hebdo.

Das 127 vítimas, pelo menos cem morreram na casa de shows Bataclan, enquanto as demais morreram em outros cinco locais dentro e na região de Paris, incluindo restaurantes e bares lotados, disse a Promotoria francesa.

O presidente francês, François Hollande, manifestou consternação pelos ataques em um pronunciamento na manhã de ontem. "É um ato de guerra que foi cometido pelo Estado Islâmico (EI) contra os valores que defendemos", afirmou.

"O fechamento das fronteiras foi decidido para que as pessoas que cometeram esse crime possam ser detidas. Sabemos de onde veio esse ataque", afirmou Hollande. "Temos que mostrar compaixão e solidariedade, mas temos também que mostrar união. A luta será sem piedade".

Agências de notícias internacionais estimam um número ainda maior de mortes, não confirmado pelas autoridades francesas. A cidade conta com um esquema de segurança sem precedentes para localizar os responsáveis pelo massacre.