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Arapongas adota nova ação contra violência doméstica

DA REDAÇÃO

| Edição de 30 de setembro de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Secretaria Municipal de Segurança Pública e Trânsito (Sestran) de Arapongas lançou ontem a campanha “Sinal vermelho contra a violência doméstica”. Com um X vermelho na mão, a vítima de qualquer tipo de violência poderá ser facilmente identificada, de forma silenciosa e discreta. A ideia é que quem perceber esse sinal na mão de uma mulher procure a Guarda Municipal ou Polícia Militar para identificar o agressor. 
Em Arapongas, a nova proposta vai contar com o apoio da Prefeitura e secretarias vinculadas, Forças de Segurança, OAB, Poder Judiciário, comércio local e outras entidades que, de maneira integrada, contatem a Patrulha Maria da Penha. De acordo com a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, GM Denice Amorim, a nova estratégia ganhou força com os registros de violência doméstica ocorridos no decorrer da pandemia da Covid-19. “Com a pandemia veio também o confinamento familiar. O que levou para um aumento nos casos de agressões físicas ou psicológicas em muitos lares brasileiros. E, nesses casos, as mulheres ficam sem um meio de denunciar”, disse. 
O prefeito Sérgio Onofre falou sobre a iniciativa. “Infelizmente, a violência é praticada contra muitas mulheres e temos que buscar meio de combater isso. Unir forças é fundamental pela segurança dessas vítimas. Essa campanha faz com que as mulheres tenham mais um meio seguro para denunciar”, reforçou. 
NA PRÁTICA – Os estabelecimentos que quiseram aderir à campanha “Sinal vermelho” devem contatar a Patrulha Maria da Penha para receber cartazes, panfletos de orientação e protocolos da campanha. A mulher que for vítima de violência poderá ir até um desses locais e poderá mostrar o sinal de “X”. Identificando esse pedido de ajuda, o estabelecimento vai contatar a Patrulha Maria da Penha ou PM para os procedimentos cabíveis. “Vale reforçar que os estabelecimentos que aderirem ao serviço não serão obrigados a testemunhar em nenhum tipo de processo. Serão apenas comunicantes do crime”, salienta Denice. 

NOVO PROJETO
Em meio ao lançamento da campanha, Onofre e o presidente da OAB, Vitor Al Majida, falaram também a respeito da criação de uma casa de acolhida às vítimas de violência doméstica e familiar. “Já estamos buscando referência em outras cidades para a criação desse espaço seguro para abrigar essas vítimas; que por vezes não têm para onde ir, ou que ainda dependem financeiramente de seus agressores”, disse o prefeito.