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Arapongas avança no cronograma de obras de contenção de erosão

RENAN VALLIM ARAPONGAS

| Edição de 16 de março de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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As obras realizadas pela Prefeitura de Arapongas para conter duas grandes erosões na cidade têm avançado dentro do cronograma estipulado pela Secretaria Municipal de Obras. A primeira delas, no Conjunto Palmares, está praticamente finalizada, de acordo com a administração municipal. Já a segunda, que é maior, nos fundos do Clube Campestre, está 40% concluída.

O vice-prefeito e secretário municipal de Obras, Jair Milani, afirma que estas são obras esperadas há muito tempo pela comunidade araponguense. “A contenção da erosão nestes dois pontos é de grande importância para os moradores das regiões afetadas. São duas situações delicadas e que precisam de toda a nossa atenção”.
A obra no Conjunto Palmares, região sul da cidade, situa-se na Rua Formigueiro da Serra. Ela foi orçada em R$ 864 mil e recebe agora os ajustes finais, devendo ser inaugurada em breve. Em 2016, uma casa foi engolida pela erosão na localidade.
“Estas são melhorias que não podem esperar. São problemas muito próximos às casas das pessoas, podendo colocar em risco outras residências com o passar do tempo. São obras complicadas, que deverão levar cerca de um ano para serem concretizadas, mas que precisam ser feitas”, diz Milani.
Já a outra obra está sendo feita na Rua Iratauá, na Vila Araponguinha, região oeste da cidade, com montante investido de R$ 2,294 milhões. A erosão chegou a avançar por debaixo de uma construção do Clube Campestre. Por ser mais complexa, esta segunda intervenção está com 40% de conclusão. No local, trabalhadores fazem a construção dos muros de sustentação da encosta de terra, mas as chuvas que caíram nas últimas semanas atrasaram a obra.
O problema começou em janeiro de 2016, com um grande volume de chuvas registrado na cidade, agravado pelo rompimento de galerias pluviais. Os recursos, que somam pouco mais de R$ 3,1 milhões, foram concedidos pelo então Ministério da Integração Nacional.
As obras nos dois pontos consistem em construir colchões reno, que são ‘caixas’ de telas metálicas com enchimento de pedras, servindo para direcionar o fluxo de águas pluviais. Também são construídos os chamados muros de gabião, semelhantes aos colchões de reno, porém instalados em posição vertical, em encostas.