A prefeitura de Arapongas deu início à primeira fase do projeto para recuperação da erosão no Jardim San Raphael. As obras foram iniciadas nesta semana e não têm previsão de término. De acordo com o secretário responsável pela pasta, Jair Milani, a prefeitura já conseguiu conter a erosão, que não avança mais.
A prefeitura já realiza obras de caráter emergencial no local desde julho de 2017, com o objetivo de conter o avanço da cratera formada. Agora, os trabalhos são para resolver o problema de modo definitivo.
De acordo com Milani, que também é vice-prefeito do município, as chuvas registradas no município nos últimos dias demonstraram que o trabalho de contenção da erosão foi realizado com sucesso. “As tubulações de águas pluviais foram desviadas e a erosão já foi contida. As casas próximas já não estão mais em situação de risco”, destacou ele.
O problema teve início com o rompimento de parte de uma galeria de águas pluviais, durante as fortes chuvas registradas no início de 2016. A partir daí, uma imensa cratera começou a se formar, crescendo a cada chuva registrada na região. Outros buracos, de tamanhos consideráveis, também se formaram em pelo menos mais cinco pontos da cidade. A cratera que fica entre o Jardim San Raphael e o parque industrial é a maior delas. O buraco cresceu a ponto de atingir uma rua, obrigando uma família a se mudar do local.
As obras sendo realizadas consistem em construir um canal de colchões reno, nome técnico das estruturas utilizadas para revestir, proteger e estabilizar canais e margens de córregos e rios. Os colchões são caixas de telas metálicas com enchimento de pedras e que, neste caso, terão aproximadamente 100 metros de extensão, para direcionar o fluxo de águas pluviais.
Um muro de gabião também será construído. Esta estrutura é semelhante ao colchão de reno, sendo feita também com pedras e telas metálicas, mas preparada para ser instalada em posição vertical, em encostas. Ela será usada para conter o avanço da erosão sobre a Rua Flautim Ruivo. Uma canaleta para redirecionar a água das chuvas também será construída.
Segundo Jair Milani, esta primeira fase do projeto significa um considerável avanço para contenção total do processo erosivo e está orçada em aproximadamente R$ 1 milhão. O dinheiro vem de recursos próprios da Prefeitura, sendo parte dele proveniente do Fundo Municipal do Meio Ambiente. Outros R$ 200 mil devem ser investidos no local no futuro.
“Plantaremos grama naquele espaço também, o que auxilia na contenção da erosão. Por enquanto, nossa preocupação é acabar com o problema. No entanto, no futuro, nada impede que possamos pensar em maneiras de ocupar aquele espaço, criando um parque, por exemplo”, ressalta Milani.