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Arapongas lança programa de recuperação de nascentes

Adriana Savicki

| Edição de 23 de novembro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Arapongas tem cerca de 200 nascentes catalogadas na área rural do município. Garantir que todas continuem onde estão e que possam fornecer água potável é o objetivo do programa Água Limpa, lançado ontem na Prefeitura de Arapongas. 

Imagem ilustrativa da imagem Arapongas lança programa  de recuperação de nascentes

A iniciativa conta com parceria da Emater, Sanepar, universidades, clubes de serviços, Conselho do Meio Ambiente e iniciativa privada. O Água Limpa vai levar técnicos para avaliar as nascentes e orientar os produtores em como proceder na limpeza e isolamento das minas, além de implementar a recomposição da mata ciliar. 
Segundo o coordenador de Saneamento Ambiental da Emater, engenheiro agrônomo Ricardo Augusto da Silva, a ação inclui o ‘selamento’ da mina, usando tecnologia de solo-cimento, em uma ação de baixo custo, facilmente replicável e que garante a qualidade da água. “O custo das ações é baixíssimo e pretendemos, inclusive, conseguir apoio das empresas para tentar reduzir ainda mais esse valor”, comenta.
Os agricultores familiares que receberão o trabalho na etapa inicial são os avicultores, uma vez que esta é uma das mais importantes cadeias produtivas do agronegócio local, sendo posteriormente estendido para as demais propriedades interessadas. Inicialmente, cerca de 50 propriedades podem integrar a ação.
Silva destaca que apesar de abundantes no município, os cursos de água deixaram de ser utilizados. “Hoje o produtor gasta para fazer um poço artesiano. É uma fonte de recursos importante que precisa ser resgatada nas propriedades rurais”, destaca.
Segundo o secretário de Meio Ambiente, Luiz Gonzaga Pereira, vários produtores rurais participaram do lançamento do programa, o que mostra uma boa receptividade à iniciativa. Ele destaca que o programa Água Limpa complementa outro projeto em andamento na secretaria que visa a recuperação das nascentes na área urbana do município. Segundo o secretário, são 25 fontes de água que estão sendo analisadas por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL). “O trabalho está quase pela metade. Além da catalogação das minas, todas terão um plano de recuperação”, comenta.
O secretário lembra que a falta de cuidados com cursos d’ água no passado demandam atualmente obras que ultrapassam R$ 8 milhões  na contenção de processos erosivos. “Temos um patrimônio ambiental importante que precisa de medidas preventivas para que não se torne um problema”, comenta.