Das cinco maiores cidades da região, apenas Arapongas registrou aumento dos empregos formais no mês de novembro, aponta o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os números, divulgados ontem pelo Governo Federal, mostram que em Apucarana, Ivaiporã, Faxinal e Jandaia do Sul houve mais demissões do que contratações no mês. Na soma das cinco cidades, 66 postos de trabalho foram cortados no mês em questão.
Em Arapongas, foram registradas 939 contratações formais, contra 895 demissões. Com isso, o saldo ficou positivo em 44 novos postos de trabalho. Apesar de positivo, o saldo ficou abaixo do registrado no mês anterior, quando o número ficou em 72. No entanto, o número ficou bem superior ao do mesmo mês de 2015, quando o índice ficou negativo em -194. No acumulado do mês, o município registrou corte de 292 postos de trabalho.
Quem mais contratou em Arapongas foi a indústria: o cargo de alimentador de linha de produção ficou com saldo de 97 novos postos de trabalho. Em seguida aparece o vendedor de comércio varejista, com 27 novos cargos.
Em Apucarana, novembro registrou 820 contratações e 868 admissões, totalizando 48 postos de trabalho extintos. No mês anterior, o saldo havia ficado em -40. Em novembro de 2015, o valor havia ficado em -117. No acumulado do ano foram 197 cargos extintos na cidade.
Já em Ivaiporã, novembro fechou com 100 contratações de 134 demissões. Sendo assim, o saldo do mês fechou em 34 postos de trabalho extintos. O número ficou mais negativo do que no mês anterior, quando foram 10 cargos cortados, número próximo ao registrado em novembro de 2015 (-12). Entre janeiro e novembro deste ano, foram menos 125 postos de trabalho formais na cidade.
PARANÁ
Em novembro, o mercado de trabalho no Paraná perdeu 7.467 postos de trabalho. No país, 116.747 postos de trabalho com carteira assinada em novembro foram fechados, no 20º mês seguido de fechamento de vagas.
O saldo negativo foi melhor que o registrado em novembro do ano passado, quando as demissões superaram as contratações em 130,6 mil, o pior resultado para o mês na série histórica do Ministério do Trabalho, que tem início em 1992.
A indústria de transformação, com a eliminação de 51,8 mil postos de trabalho, e a construção civil, com 50,8 mil vagas com carteira assinada a menos, foram os destaques negativos (COM FOLHAPRESS)