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Araponguenses são detidos em ação da PF contra ladrões de banco

Vanuza Borges

| Edição de 30 de novembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Ontem de manhã, uma equipe da Polícia Federal esteve em Arapongas para cumprimento de mandados de prisão de suspeitos de envolvimento com quadrilha especializada a ataques a caixas eletrônicos. A Operação Miguelito foi executada simultaneamente no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. No total, mais de 100 policiais foram mobilizados para cumprir 35 mandados, sendo 10 de prisão preventiva, 5 de prisão temporária, 2 de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão. A PF confirmou prisões em Arapongas, mas não deu maiores informações a respeito dos suspeitos.
Na região, também foram cumpridos mandados em Londrina, Cambé e Curitiba. Em São Paulo, os policiais federais estiveram nas cidades Sandovalina e Euclides da Cunha Paulista. Já em Mato Grosso do Sul, as ordens judiciais foram todas executadas em Nova Andradina. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Maringá, local para onde os detidos foram levados. 
As investigações, que tiveram início há cerca de um ano e meio, identificaram que dois grupos, que tem membros nas cidades que foram alvo da operação, são responsáveis por ataques a bancos em Marialva, Mandaguaçu, Terra Rica (duas vezes), Porecatu, Itambé e Barbosa Ferraz, no Paraná, e Iepê, Pedrinhas Paulista e Cruzália, em São Paulo, totalizando 20 agências bancárias nos dois estados.
Os suspeitos de integrar a quadrilha poderão responder por crimes de organização criminosa, roubo agravado, latrocínio (roubo seguido de morte) em sua forma tentada, porte de arma de fogo de calibre restrito e exposição a perigo mediante explosão. Se condenados poderão ter penas que podem passar dos 30 anos de prisão.
O nome da operação é uma referência ao conjunto de pregos retorcidos e espalhados pelas quadrilhas nas rotas de fuga, para furar os pneus das viaturas policias e dificultar as perseguições. (Com assessoria)