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Ataques de cães preocupam Ivaiporã

Da redação

| Edição de 03 de julho de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Após registros de ataques, a prefeitura de Ivaiporã está adotando uma série de medidas para tentar controlar a população de cães de rua do município. Uma das estratégias é multar moradores que alimentam e mantém animais na rua. A prefeitura também anunciou a ampliação do Abrigo Toca de Assis e do serviço de castração e o recolhimento imediato  de animais perigosos.
Segundo o prefeito Miguel Amaral (PSDB), somente na semana passada uma mulher e um idoso foram atacados por cachorros nas ruas da cidade. “Alimentar cães esporadicamente é uma coisa, mas criá-los na calçada é comprometer a segurança das pessoas. Se continuarem com essas práticas de criar cachorros nas calçadas, os ataques  só vão aumentar”, afirma.
Miguel Amaral alerta que juridicamente uma pessoa que cuida de cães mesmo fora de sua propriedade assume a responsabilidade pelo animal. “Se esse animal atacar alguém na rua ele pode responder, porque foi ele quem deu causa. Estamos conversando com essas pessoas para que, ao invés de tratar os animais na calçada, que leve para seus quintais, ou nos ajude arrumando uma adoção. Caso elas, insistam na prática serão notificadas e poderão até ser multados”, afirma.
Ainda segundo o prefeito, a prefeitura também vai investir, de imediato, R$ 40 mil na ampliação do Abrigo Toca de Assis. O espaço, que é de responsabilidade de uma entidade, já se encontra superlotado, com cerca de 200 animais. “Com o nosso apoio, a Sociedade Protetora dos Animais de Ivaiporã, que é mantenedora do abrigo, vai construindo baias para receber mais animais. Concomitantemente a essas medidas, estamos com o projeto para construir um novo abrigo com recursos do Estado e da União na rodovia PR-466 em frente ao IFPR”, comenta. 
Outra medida que será adotada é a atuação de um ‘Castramóvel’, para esterilização dos animais de rua, que será colocado à disposição da Toca de Assis para o recolhimento dos cães. 
Márcio Castro, presidente da Associação de Proteção dos Animais de Ivaiporã sugere a realização de um programa de adoção dos animais perigosos. “Hoje nós temos na cidade cerca de uns 30 animais perigosos, que sabidamente atacam as pessoas. Seria necessário cidadãos dispostos a adotá-los. De preferência para que eles fossem levados para sítios ou quintais maiores como cães de guarda”.
Castro explica que a associação atende animais abandonados, principalmente, cachorros mal alimentados, atropelados, doentes, maltratados e fêmeas no cio. “Não tem como colocar um cachorro desses no meio dos outros pequenos, ele acabaria agredindo os demais”, avalia.