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Atraso na colheita da soja reduz área de milho safrinha em 20%

Ivan Maldonado

| Edição de 17 de março de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Com o atraso na colheita da soja, o plantio do milho safrinha terá área reduzida na região de Ivaiporã em comparação à safra passada. Em 2017, nesta mesma época, a área semeada chegava a 50.6 mil hectares. A previsão do Departamento de Economia Rural (Deral), do escritório regional da secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado (Seab) indica uma redução de 10 mil, ou seja, 20% a menos.

Imagem ilustrativa da imagem Atraso na colheita da soja reduz área de milho safrinha em 20%

Da área plantada até agora, 80% se encontra em fase de germinação e 20% em desenvolvimento. Segundo o agrônomo Sergio Carlos Empinotti, do Deral a redução se explica pelo atraso da semeadura, em função do ciclo mais longo da soja neste ano. “Até agora foram plantados cerca de 30 mil hectares a maior parte no município de São João do Ivaí, que é o maior produtor da regional”, comenta. 
Na safra passada a área plantada de milho em São João do Ivaí foi 15 mil hectares. De acordo com o técnico Mario Iurino, do escritório do Deral em São João do Ivaí, até o último sábado (10), quando foi encerrado o prazo recomendado para o plantio do milho, os produtores haviam semeado cerca de 10 mil hectares. 
Plantar a partir da data não é recomendado o plantio, porque pode faltar chuva para o desenvolvimento do milharal e ainda há o risco de geadas. “A nossa estimativa era de 16 mil hectares. de milho. Como a soja atrasou, se plantar de agora para frente é com recursos próprios, sem financiamento e nem garantia do banco. Ainda é cedo para fazer nova projeção, mas acredito que mais uns 20% podem arriscar”, relata Iurino. 

PREÇO
Com menos milho no mercado, os produtores esperam que o preço do cereal aumente na região. Ontem o produto estava sendo cotado a R$ 31,90 a saca de 60 kg em Ivaiporã e R$ 33 em Apucarana.
A redução da área plantada e o risco maior de quebra do milho  safrinha por conta do atraso no plantio já estão pressionando o preço do cereal, cuja cotação já se valorizou cerca de 8% no estado desde janeiro. Há uma preocupação no mercado sobre a possibilidade de faltar milho ao longo do ano. 

Agropecuária cresceu 11,5% no Paraná
A agropecuária do Paraná teve em 2017 o melhor desempenho em quatro anos. A safra recorde de grãos e o bom resultado da pecuária fizeram o Produto Interno Bruto (PIB) do setor crescer 11,5% no ano passado. Sozinha, a agropecuária adicionou R$ 35,9 bilhões à economia do Estado, de acordo com dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).
O setor foi um dos principais responsáveis pelo fim da recessão no Paraná. A agropecuária respondeu por 9,8% do PIB do Estado em 2017. No Brasil, o setor primário respondeu por 5,3%.
Desde 2013, quando cresceu 18%, a agropecuária não registrava um avanço acima de dois dígitos no Estado. Maior produtor de carne e segundo maior produtor de grãos do País, o Paraná respondeu por 12% da produção agropecuária brasileira. No ano anterior, a participação havia sido de 11,8%.
O Paraná se destacou nas principais culturas em 2017, de acordo com números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Respondeu por 17,2% da produção de soja, 18,4% de milho, 52,2% de trigo, 21,7% de feijão, 57,9% de cevada, 71,4% de centeio, 21,7% de aveia e 1,3% de arroz.
Na pecuária, se consolidou como o maior produtor do País, resultado puxado, principalmente, pelo frango (30,9% do total de toneladas produzidas do Brasil) e de suínos (21%).