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Auxílio pode chegar a 33 mil caminhoneiros na região

Fernando Klein

| Edição de 26 de julho de 2022 | Atualizado em 26 de julho de 2022
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Caminhoneiros e taxistas de Apucarana e região estão comemorando o início do pagamento do benefício social destinado às duas categorias, anunciado pelo governo federal. O “Bem Caminhoneiro” e o “Bem Taxista” vão pagar seis parcelas de R$ 1 mil até dezembro. Representantes do setor ouvidos pela reportagem afirmam que “qualquer ajuda é importante”, mas cobram ainda a redução dos preços dos combustíveis. 

Os auxílios serão pagos a todos os caminhoneiros autônomos cadastrados no sistema da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), do Ministério da Infraestrutura, até 31 de maio de 2022. As parcelas serão pagas por CPF e independem da quantidade de veículos cadastrados em nome do beneficiário. A estimativa é que mais de 800 mil caminhoneiros sejam atendidos.

Já os motoristas de táxi beneficiados são aqueles com permissões ou concessões (alvarás) com cadastro nas prefeituras ativos também até 31 de maio de 2022. Os municípios deverão prestar as informações à Caixa Econômica Federal (CEF).

Segundo o governo federal, o primeiro crédito para os caminhoneiros ocorrerá em 9 de agosto e será duplo: referente à parcela de julho e de agosto. Portanto, os beneficiários terão direito a R$ 2 mil neste mês. A última parcela será paga em dezembro.

Já o primeiro pagamento para os taxistas deve ocorrer em 16 de agosto, também duplo, e depois nos meses seguintes em um calendário que ainda será anunciado. 

Presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Londrina e Região, Carlos Roberto Dellarosa considera a ajuda “importante” para a categoria. Segundo ele, serão 872 mil caminhoneiros beneficiados em todo país, sendo 33 mil apenas na região Norte do Estado (incluindo Apucarana). “São R$ 6 mil até o final do ano. É uma ajuda que não pode ser desprezada.”, diz.

Dellarosa rebate as críticas de que o auxílio está sendo implantado agora às vésperas da eleição presidencial. “Toda a população vem recebendo algum tipo de ajuda”, diz. Por outro lado, o dirigente sindical afirma que o diesel alto pesa no bolso do caminhoneiro e não pode continuar nesses patamares. Ele também cobra a retomada da discussão no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a tabela de frete mínimo, que está parada.

Presidente do Sindicato dos Taxistas de Apucarana, Paulo Sérgio Pila afirma que “toda ajuda é bem-vinda”. Segundo ele, a categoria vem sofrendo com os preços altos da gasolina e também do etanol. “É um valor (R$ 6 mil até dezembro) que vem para ajudar a categoria, sem dúvida”, assinala, observando, porém, que é fundamental a redução dos valores dos combustíveis.

Segundo a Prefeitura de Apucarana, 38 taxistas têm alvarás ativos e, portanto, deverão receber o benefício na cidade. (FERNANDO KLEIN)